O nível da lagoa de captação do Rio Batalha, em Bauru, chegou a 1,55 metro nesta quarta-feira (10), situação que forçou o Departamento de Água e Esgoto (DAE) a reduzir a retirada de água do manancial. Se essa condição tivesse sido verificada no meio do ano, período marcado pela estiagem, é possível que a autarquia implementasse um rodízio.
No entanto, por ser verão, quando as chuvas são mais abundantes, o presidente do DAE, Leandro Joaquim, informa que manobras hídricas (uso de água de poços) têm conseguido garantir o abastecimento aos 23% da população, cerca de 100 mil pessoas, que dependem da água do Rio Batalha.
Ainda assim, admite que, diante do contexto, aproveitou para fazer manutenção emergencial de filtros na Estação de Tratamento de Água (ETA), a partir das 22h desta quarta-feira (10). Por conta do trabalho da equipe da Eletromecânica do DAE, cuja conclusão está prevista para as 5h de quinta-feira (11), a captação de água do Rio Batalha será reduzida a aproximadamente 200 litros por segundo.
Em situações consideradas normais, a retirada é de 380 litros por segundo. Quando o Batalha está muito cheio, as bombas conseguem captar até 450 litros por segundo. Com a redução prevista para esta quarta-feira (10), a assessoria de imprensa da autarquia informou que o fornecimento de água poderá ser temporariamente prejudicado nos seguintes bairros: Jardim Ouro Verde, Jardim Ferraz, Granja Cecília, Sabiás, Parque Viaduto, Joaquim Guilherme, Jardim América, Jardim Estoril, Altos da Cidade, Centro, Vila Falcão, Independência, Vila Industrial, Alto Paraíso, Jardim Jussara, Parque dos Sabiás, Residencial Quinta Ranieri, Parque das Andorinhas, Jardim Terra Branca, Vila Nipônica, Jardim Shangri-Lá, Residencial Villa Dumont, Residencial Jardins do Sul e Condomínio Spazio Verde Comendador, parcialmente os bairros Santa Cândida, Leão XIII, Parque Val de Palmas e Bela Vista.
A autarquia orienta aos consumidores dos bairros afetados para que utilizem suas reservas domiciliares de água e evitem o desperdício, uma vez que o abastecimento será normalizado gradativamente após a conclusão da manutenção prevista para quinta-feira.
MANOBRAS
Para Leandro Joaquim, no entanto, o rodízio (e a consequente falta d’água) foi evitado em função das manobras que contam com os poços da Praça Portugal, Bauru Shopping, Chácaras Cardoso e Distrito Industrial 2. Ele aponta o revezamento no abastecimento de água como engano, uma vez que quando os reservatórios ficam esvaziados em decorrência do rodízio, a demanda de água aumenta muito, situação que exige retiradas maiores e mais dificuldade no abastecimento.
Apesar da estratégia, neste momento, apenas uma bomba trabalha na lagoa de captação, que conta com quatro delas, sendo que duas ficam em stand by (modo de espera). O DAE já conseguiu fazer retiradas mesmo com a lagoa com 1,40 metro, como aconteceu há uns três anos, acrescenta o presidente da autarquia.
Para esta quarta-feira (10) de céu parcialmente nublado estão previstas pancadas de chuva, mas pouco volumosas (1 milímetro), aponta do Centro de Meteorologia da Unesp (IPMet). De acordo com o órgão, as precipitações são maiores amanhã (2,3mm), sexta (17,4mm) e sábado (15,5mm). O calor, porém, segue forte (entre 35 a 38 graus), situação que demanda maior consumo de água.
Comentários
2 Comentários
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Fernando Peres 10/01/2024Eu morei em Bauru 30 anos da minha vida e mudei para Sorocaba faz 2 anos, aí vi o quanto Bauru está atrasado pois na cidade que moro hoje \"Sorocaba\", tem vários pontos de tratamento de esgoto ou seja isso é um tapa na cara da população de Bauru. -
José Silva 10/01/2024Uai, mas e o desassoreamento anunciado pelo Saraiva, não fizeram? Isso porque os funcionários da captação tem a draga para fazer o serviço, mas não autorizam o trabalho. Por qual motivo ainda não fizeram a anunciada contratação de empresa para fazer o desassoreamento? Mesmo com a troca do gestor a coisa não andou, então, onde está o problema?