Pragas urbanas e vetores de zoonoses, os pombos têm disputado espaço com as famílias que frequentam as praças de Bauru. O problema gera reclamações de moradores, que criticam o mau cheiro, a sujeira e a possibilidade de proliferação de doenças. A situação é mais crítica nas praças Rui Barbosa e na Salim Haddad Neto. Outros locais também sofrem com formigas (leia mais nesta página).
Os animais são atraídos para os locais devido à disponibilidade de água e alimentos, além de as árvores oferecerem um espaço seguro para a construção de ninhos. No caso da Praça Salim Haddad, a reportagem identificou diversas embalagens de fast-food abandonadas com restos de comida. A prefeitura, no entanto, já realizava a limpeza do local.
De acordo com Gislaine Magrini, titular da Secretaria do Meio Ambiente (Semma), além de higienizar as praças para retirar as fezes e penas dos pombos, a prefeitura podou as árvores e vai instalar placas para orientar a população a não alimentar as aves. "As pessoas alimentam os pombos, que começam a frequentar o local em busca da comida. As placas vão informar a população a respeito da proibição de alimentar esses pássaros", explicou.
Para o presidente da Câmara, Júnior Rodrigues (PSD), no entanto, as medidas não são o suficiente para retomar as praças — espaços que, em sua avaliação, deveriam ser utilizados pela população mas estão desertos devido à presença da praga.
"As praças, como é o caso da Salim Haddad, são locais bonitos que acabam inutilizados pela proliferação dos pombos. Você não consegue levar uma criança para um lazer ou fazer um piquenique em deocrrência da sujeira causada por esses animais. As fezes ainda podem infectar os frequentadores com doenças", alerta.
As partículas das fezes ressecadas dessas aves são carregadas pelo vento e podem transportar bactérias e fungos que, se inalados ou ingeridos por seres humanos, causam diversas doenças, incluindo, meningite e até morte.
Ele relembra, ainda, o caso da Emei Vera Lúcia. Por causa de uma infestação de pombos, as crianças da escola foram obrigadas a mudar de prédio, deixando o espaço para uso exclusivo dos animais.
"O local é para a população aproveitar e não os pombos. Por isso, a prefeitura precisa fazer um trabalho efetivo e não paliativo. Caso o executivo não tenha capacidade, a técnica ou mão-de-obra para repelir os animais, de forma que obedeça a lei, é preciso contratar uma empresa com expertise para fazê-lo. Não podemos ser expulsos dos espaços, como ocorreu no Vera Lúcia, por infestações de animais", destaca o parlamentar.
Apesar dos riscos à saúde humana, matar pombos ou tentar espantá-los com bombinhas ou fogos de artifício é considerada uma prática ilegal e caracterizada crime ambiental.
FORMIGAS
Os formigueiros, por sua vez, também têm afastado frequentadores de algumas praças e áreas verdes de Bauru. Ao JC, Magrini explicou que já existe uma equipe que roda os espaços e faz o combate aos insetos.
"O veneno demora um pouco para agir, mas a equipe já tem um cronograma para aplicar o produto. Às vezes, no entanto, não sabemos que tem um formigueiro em determinada região. Por isso, é importante que a população comunique a prefeitura caso identifique esse problema", explica.
Para notificar a prefeitura sobre a proliferação de formigas a população pode utilizar o (14) 3281-9363. O número também atende por WhatsApp.
Comentários
4 Comentários
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Marco Izar 10/01/2024Reclamam de tudo.Vocês tem em solução.Esttão -
Jussara 10/01/2024Muito triste Bauru tá abandonado a ruas péssimas a rua Agenor Meira(quarteirão da loja Magazine Luiza) Cheios de fezes de pombos da medo de passar respirando lá É preciso tomar providências -
Antenor 10/01/2024Se fosse somente as praças tava bom, tem mais pombo do que gente nessa cidade. Está um nojo. A rodoviária então é o verdadeiro pombal. Um animal que transmite tanta doença assim, inclusive pelas fezes não deveria estar nesse descontrole populacional. A rodoviária está nojenta com tanta bosta desse animal -
luis roberto romero 10/01/2024Sujeira de cachorro pelas calçadas Bauru afora ninguém reclama. É sempre a implicãncia com os pombos.