POLÍCIA

Piloto que morreu em queda de planador era advogado na tragédia de Marília Mendonça

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/redes sociais
Sérgio Roberto Alonso era especialista em Direito Aeronáutico e atuou nos maiores acidentes aéreos do país
Sérgio Roberto Alonso era especialista em Direito Aeronáutico e atuou nos maiores acidentes aéreos do país

O piloto Sérgio Roberto Alonso, de 74 anos, que morreu neste sábado (6) na queda de um planador às margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300), na altura do quilômetro 298, entre Lençóis Paulista e Areiópolis, atuou como representante jurídico da família de Geraldo Martins, piloto da cantora Marília Mendonça. Os dois e outras três pessoas morreram em um acidente aéreo em novembro de 2021.

Em maio do ano passado, o advogado concedeu entrevista a órgãos de imprensa de todo o Brasil comentando o laudo final da investigação sobre o acidente. Além da cantora e do piloto, morreram na queda do avião o produtor Henrique Bahia, o assessor e tio de Marília, Abiceli Silveira Dias Filho, e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

Na ocasião da entrevista, Alonso afirmou que o documento da Aeronáutica era favorável ao seu cliente e confirmava a tese de que o avião bateu por falta de sinalização dos cabos de energia da linha de transmissão de uma companhia energética de Minas Gerais. O relatório não aponta responsabilidades.

De acordo com o escritório Riedel de Figueiredo & Advogados Associados, do qual o advogado fazia parte, Alonso era especialista em Direito Aeronáutico e atuou nos maiores acidentes aéreos do país, como os da TAM, em 1996, e da GOL, em 2006.

O acidente

A queda do planador pilotado pelo advogado, do Aeroclube de Bauru, ocorreu por volta das 14h. Segundo o registro policial, populares viram quando a aeronave chocou-se contra torre de energia elétrica e caiu em plantação de cana-de-açúcar.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e, no local, encontrou os destroços da aeronave. O Corpo de Bombeiros de Lençóis Paulista retirou Alonso sem vida do planador.

A Polícia Científica foi chamada para fazer a perícia e o corpo do piloto foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para realização de exame necroscópico.

A ocorrência foi registrada no Plantão Polo Regional da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru como morte acidental e será investigada pela Polícia Civil.

Até a publicação desta reportagem, representantes do aeroclube permaneciam no local aguardando perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O JC apurou que Alonso era piloto desde 1973 e tinha larga experiência em planadores, inclusive no equipamento acidentado.

Comentários

1 Comentários

  • APARECIDO DE OLIVEIRA LIMA 07/01/2024
    História esquisita, de quem era esse planador?, pertence ao aeroclube?, o aeroclube aluga para pessoa voar sozinha, ou era dele o planador !!!