Pela primeira vez neste ano, o saldo de emprego no setor da construção civil em Bauru superou o do segmento de serviços, que, tradicionalmente, vinha liderando o volume de vagas de trabalho formal geradas na cidade nos últimos anos. De janeiro a novembro deste ano, o ramo ligado à engenharia respondeu por 2.603 postos criados e o de prestação de serviços, 2.478. Até outubro, o acumulado anual era, respectivamente, de 2.580 e 2.653 vagas.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que a inversão se deu pelo enfraquecimento do setor de serviços na cidade, em situações pontuais, mas representativas, ao mesmo tempo em que a construção civil acelerou suas operações.
Para se ter ideia, no mesmo período do ano passado, o primeiro havia gerado 4.489 postos de trabalho com carteira assinada, quase o dobro do alcançado agora. A piora no desempenho decorre de uma sequência de saldos negativos mensais, que ocorreram em maio, junho, agosto, setembro, outubro e novembro, com destaque positivo apenas em fevereiro, quando 1.524 vagas foram criadas.
AQUECIDA
Já a construção civil criou apenas 609 vagas de janeiro a novembro de 2022, quatro vezes menos do registrado em período igual de 2023. "A dinâmica do setor em Bauru segue forte, com construtoras fazendo lançamentos, inclusive de casas populares, o que movimenta bastante o mercado. E alguns condomínios fechados de alto padrão estão em fase de consolidação, com muitas residências em construção, fora os prédios de forma geral e edificações individuais", analisa o economista Reinaldo Cafeo.
Juntos, os dois segmentos foram responsáveis por 81% das 6.243 vagas criadas em 2023, em Bauru, até novembro. Já o comércio teve saldo de 759 novos postos de trabalho; a indústria, 354; e a agropecuária, 49 vagas. O nível de emprego, neste ano, segue inferior ao de 2022, quando foram contabilizados 7.432 postos entre janeiro e novembro.