O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais incidente na população masculina em todas as regiões do País, atrás apenas dos de pele não melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano para o triênio 2023-2025. Ainda é uma doença que demanda atenção, porém, os avanços tecnológicos têm tornado seu tratamento menos exaustivo e mais curto.
De acordo com a médica radioterapeuta do Hospital Unimed Bauru, Tatiana Taba Fuzisaki Nakandakare, o protocolo de tratamento foi diminuído pela metade, passando de 40 sessões, para cerca de 20, sendo uma por dia. "Essa é uma grande conquista para muitos tratamentos com radioterapia. No câncer de próstata, a depender do estágio da doença, o paciente pode escolher entre realizar cirurgia ou radioterapia com a mesma eficácia em termos de cura e com menos vindas ao setor de radioterapia", afirma.
É claro que tudo depende de cada caso. Para isso, quando há suspeita de câncer de próstata, é necessário dosagem sérica de PSA (antígeno prostático específico) e toque retal. O exame de PSA tem a finalidade de medir no sangue o antígeno, que é uma proteína produzida pela próstata e está disponível na corrente sanguínea e no sêmen. Níveis alterados dessa proteína podem indicar alterações na próstata. Com o toque retal, pode-se avaliar o tamanho, o volume, a textura e a forma da próstata. A partir daí, prossegue-se para o diagnóstico definitivo com a biópsia.
Tatiana destaca ainda que o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica recomendando o não rastreamento desse tipo de tumor na população geral, visto que ele é considerado indolente e de baixo risco. "Não rastreamento é diferente de diagnóstico precoce, e isso precisa ficar bem claro. O diagnóstico precoce é a identificação do câncer em estágios iniciais em pessoas com sinais e sintomas ou naquelas com fatores de risco como estar na sexta década de vida, bem como, histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade. Já o rastreamento se caracteriza pela aplicação sistemática de exames em pessoas assintomáticas, com o intuito de identificar o câncer", frisa. A médica lembra, ainda, que homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem consultar o urologista com o objetivo de detecção precoce.
Mesmo com todos os avanços no tratamento, a sensibilização quanto ao tema continua sendo muito importante. Tanto que em novembro, os setores de Radioterapia e de Quimioterapia do Hospital Unimed Bauru realizaram ações junto aos pacientes visando lembrá-los da importância do diagnóstico precoce. Foram entregues a eles e aos acompanhantes chaveiros, canetas e doces em alusão ao Novembro Azul.
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