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Muito mais cuidado com a sua pele durante o verão


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Mazko Vadim
O surgimento de pintas e manchas é um sinal de alerta: procure um especialista para fazer exames
O surgimento de pintas e manchas é um sinal de alerta: procure um especialista para fazer exames

São Paulo e Bauru tiveram recordes de temperatura na primavera, e o verão, que começa oficialmente no próximo dia 22, promete ser o mais quente dos últimos anos. Para escapar do calor extremo e do sol escaldante, os cariocas devem apostar na hidratação e também não podem deixar de lado outra precaução: o cuidado com a pele. Afinal, a exposição aos raios ultravioletas é nociva e pode ocasionar câncer de pele. A previsão do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que sejam registrados em 2024, no estado, 24.060 novos casos deste tipo de tumor.

Apesar de campanhas alertarem para a necessidade de proteger a pele, muita gente ainda comete erros, como passar protetor solar apenas na hora de ir à praia ou piscina. O produto deve ser usado diariamente e, em casos de muita transpiração, ser aplicado mais de uma vez. Outro equívoco costuma ser investir na proteção apenas do rosto e colo no dia a dia. Todas as áreas expostas ao sol, como braços e pernas, devem receber o produto. Os melanomas, tipo mais raro e grave da neoplasia, podem surgir em partes expostas, ou não, ao sol, como orelhas e entre os dedos, alerta Elisa Bouret, oncologista da Oncoclínicas Rio de Janeiro, lembrando que o horário de maior incidência de raios danosos é entre 10h e 16h. Também há lesões que se desenvolvem planta dos pés e nas palmas das mãos. Elas, em geral, aparecem em forma de pinta. Por isso, manchas, lesões que crescem e feridas que não cicatrizam são um sinal de alerta para a procura de um especialista.

Thais Rauber, oncologista clínica do Hospital Marcos Moraes, lembra que pílulas de protetor solar chegaram ao mercado, prometendo proteger a pele "de dentro para fora". Mas, sozinha, ela não é suficiente.

"Precisamos associar o uso a opções em creme, sprays ou bastões. A cápsula apenas complementa a proteção", ensina Thaís, que recomenda protetores solares com fatores mais altos: "O FPS 60 protege 60 vezes mais a pele do que se ela estivesse sem nada. Mas o FPS 90 é mais eficaz."

Novos tratamentos e terapias

A luz azul encontrada em lâmpadas fluorescentes, LED, smartphones, computadores etc pode causar câncer de pele? A oncologista Thais Rauber esclarece que há evidência que a exposição à luz azul pode causar fotoenvelhecimento, porém, não existem dados que confirmem que ela esteja relacionada ao desenvolvimento de câncer de pele.

Outro fator importante a se levar em conta é que não existe uma idade ideal para dar início aos cuidados com a pele. Os danos causados pelo sol são acumulativos. Isso significa que quanto mais cedo a pessoa se expõe, maiores são as chances de ocorrerem problemas a longo prazo. Mas existe maior risco para os mais velhos. Segundo Thais, geralmente, depois dos 50 ou 60 anos, costumam surgir lesões.

A oncologista ressalta que o câncer de pele é curável, e as chances aumentam quando o tumor é detectado em estágio inicial. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Na última década, novos tratamentos surgiram, como terapias-alvo, imunoterapia, além da combinação de diferentes tratamentos. Elisa Bouret afirma que os casos precisam ser avaliados individualmente por um especialista para a indicação da melhor forma de atuação.

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