ATITUDE

Convívio social traz felicidade


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Getty Images/iStockphoto
Manter rotina social ajuda a levar a vida de forma mais leve
Manter rotina social ajuda a levar a vida de forma mais leve

Psicólogos da Universidade Sabanci, na Turquia e pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, descobriram que até os hábitos de cumprimentar estranhos na rua podem levar a uma maior satisfação com a vida.

Para este estudo, os investigadores enviaram e receberam questionários perguntando primeiro às pessoas na Turquia e depois no Reino Unido, sobre interações momentâneas recentes, ou mesmo conversas, com estranhos.

Eles também pediram a cada entrevistado que avaliasse seu nível de satisfação com a vida ou níveis gerais de felicidade.

No primeiro estudo, os pesquisadores receberam 3.266 respostas e, no segundo, foram entregues 60.141.

Foi concluído que as pessoas que relataram ter interações momentâneas com estranhos, ou conversas com eles, tenderam a relatar níveis mais elevados de satisfação com a vida ou felicidade em comparação com aquelas que se mantiveram isoladas e evitaram falar com estranhos.

Segundo os pesquisadores, interagir regularmente com estranhos pode levar a sentimentos de pertença a uma comunidade, o que pode fazer com que as pessoas se sintam mais aceitas e até valorizadas por aqueles que partilham a sua pequena parte do mundo.

Tais ações, podem reduzir a solidão, apontada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como problema global de saúde pública, juntamente com o isolamento social. Segundo os pesquisadores do estudo, ambos aumentam o risco de mortalidade em cerca de 30%.

Eles ainda compararam o sentimento tão grave quanto fumar 15 cigarros por dia. A solidão ainda pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, derrame, demência e problemas de saúde mental, como depressão.

O estudo com mais de 4 mil idosos, publicado na revista científica "Jama Surgery" encontrou uma associação entre pacientes que sentiram solidão após uma cirurgia de emergência e uma maior probabilidade de morte em 30 dias.

"Os resultados sugerem que a solidão pode ser um importante determinante social dos resultados pós-operatórios, principalmente para cirurgias não eletivas", escreveram os pesquisadores na publicação.

A falta de companheirismo pode deixá-lo doente e, eventualmente, até matá-lo.

Uma revisão científica realizada em 2015 estimou que a solidão, o isolamento social e morar sozinho aumentam o risco de morte de uma pessoa em 26%, 29% e 30%, respectivamente.

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