Eu quero começar esse texto com Fernando Pessoa: "Uma dor de dente é suficiente para nos fazer acreditar na bondade do criador".
Tudo começou por causa de traumas/tratamentos mal sucedidos no passado, principalmente no Grupo Escolar. Além disso, junta-se ao barulho dos instrumentos odontológicos, o que foi suficiente para alimentar meu imaginário de que aos 74 anos (...começou aqui...) ir ao dentista era sinônimo de dor/sofrimento/ apavoramento e outros "mentis" com que convivi a vida inteira.
Reuni todas as forças, são poucas hoje, que tinha e fui atendido na Clínica de Urgência da Faculdade de Odontologia da USP-Bauru.
A partir daí o meu conceito mudou. Meu filho Thiago sempre falava: "Você vai ser atendido na melhor Faculdade da América Latina. Lá é muito bom. Ótimo atendimento. Nem pense em parar!".
É verdade, foi lá que aprendi, aos 74 anos, afinal, demorei 1 ano e 7 meses para perder o medo, e perdi!
Diante das durezas desta vida, o tratamento teria que ser bem feito e foi (...obrigado, dra Magali Caldana), afinal, o sorriso é o melhor remédio, sempre fui sério ao longo da vida, poucas risadas eu dei, agora estou aprendendo para levar este restante de vida.
Esse texto é para agradecer à dupla Nívea Layani Mariah Juliana Cruz e Letícia Slompo, cirurgiãs dentistas que se formam neste dia 16, que tiveram a paciência, o carinho e o respeito para comigo. Izabela Dorigueto de Souza, da Pós-Graduação, dr. Renato de Freitas e dra. Simone Soares, que fizeram a cirurgia e a pós cirurgia e a Ziley Mara Calepso de Castro, que fez com que eu acreditasse aos 75 anos que "não dói" o atendimento com dentistas. Ela tem razão!
Gratidão aos meus dentistas preferidos. Mais do que cuidar da saúde bucal, vocês devolveram a confiança de sorrir sem medo.
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