O Ministério Público (MP) avalia requisitar à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) relatórios das últimas inspeções realizadas pela concessionária nas zonas urbana e rural de Bauru.
A medida foi sugerida pelo eletricista aposentado da CPFL Edemir Pinheiro de Goes durante uma reunião entre o presidente da Câmara Municipal, Júnior Rodrigues (PSD), técnicos aposentados da CPFL e o promotor Libório Alves do Nascimento, titular do inquérito civil que apura eventual responsabilidade da companhia pelas sucessivas quedas de energia na cidade.
Na prática, os relatórios de inspeção vão ditar o rumo das investigações. Isso porque os documentos vão mostrar a periodicidade das fiscalizações e também se as ações realizadas pela companhia estão a contento e evitariam uma crise.
O inquérito foi aberto no final do mês passado e veio na esteira das seguidas semanas em que o fornecimento de energia elétrica falhou no município. O problema se intensificou depois do dia 3 de novembro, quando um forte temporal atingiu Bauru e deixou famílias sem energia por mais de três dias.
Na zona rural a situação é ainda mais dramática. Como noticiou o JC, produtores chegaram a ficar quatro dias sem energia elétrica e estimam um prejuízo que gira em torno de R$ 20 mil a cada um deles.
A reunião no MP abordou questões relacionadas a problemas estruturais na rede elétrica, falta de ações preventivas da concessionária e a sobrecarga do Centro de Operações da empresa, localizado em Campinas, o que afeta o tempo de resposta a emergências.
Eletricista aposentado da CPFL, Edemir Pinheiro de Goes explicou os pontos críticos nas cruzetas de madeira que sustentam a fiação elétrica e árvores em contato com a rede.
Segundo ele, há evidências de que a falta de energia decorre da deficiência de ação preventiva da concessionária, especialmente por causa da ausência de equipes e a demora no atendimento.
Também aposentado da companhia, o técnico monitor Fernando César criticou a centralização do Centro de Operações em Campinas. Para ele, a medida sobrecarrega as equipes em situações de falta de energia.
Fernando destacou ainda que antes dessa centralização unidades da concessionária em Bauru e em Ribeirão Preto proporcionavam maior agilidade no despacho de equipes. Ele ressaltou a corresponsabilidade da CPFL na poda de árvores, especialmente em áreas de risco, evidenciando a necessidade de profissionais autorizados pela empresa.
O técnico também apresentou um relatório sobre os temporais que atingiram Bauru no último dia 3 de novembro.
Ao final, o vereador Júnior Rodrigues apresentou um resumo da audiência pública que conduziu na Câmara no mês passado e que abordou os problemas na rede elétrica.
Comentários
3 Comentários
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Leonardo 14/12/2023Sr José, as obrigações de troca de lampada é da prefeitura. Saudações -
Jurandir José Lopes 14/12/2023Todos esses problemas se agigantaram, quando obrigaram Antônio Ermínio de Morais, a vender Companhia Luz e Força Santa Cruz, para a CPFL, e os chineses, espertalhões, compraram TUDO. -
José Francisco Hernandes Sandrin 14/12/2023Sugiro incluir na pauta o por que da demora de 20 a 30 dias para troca de lâmpadas em vias públicas. Em frente a minha residência tem poste sem iluminação faz tempo.