TURISMO

Botucatu: apaixone-se

Por Guilherme Matos | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Mirante da Pedra do Índio, na Cuesta
Mirante da Pedra do Índio, na Cuesta

Casais se acotovelam nas muretas enquanto o trânsito para estacionar na Igreja de Santo Antônio, no bairro de Rubião Júnior, se intensifica. Os visitantes, muitos deles casais, se aglomeram para prestigiar os últimos minutos do dia em um ponto alto da cidade e, no local, observar o sol se esconder atrás dos relevos de Botucatu (a 100 quilômetros de Bauru).

Os relevos, inclusive, são um dos pontos de destaque na cidade. As formações rochosas em meio à Mata Atlântica abrigam as cachoeiras pelas quais a cidade é conhecida - cerca de 70 catalogadas. Mas os "altos e baixos" no terreno do município permitem, também, que os visitantes tenham visões impressionantes, e apaixonantes, da área urbana e das paisagens naturais do município.

Neste aspecto, um destaque é o Parque Natural Municipal Cachoeira da Marta, que fica num ecótono - uma zona de transição entre os biomas da Mata Atlântica e Cerrado - e conta com fácil acesso à queda d'água. Além disso, o espaço é bem estruturado para receber os turistas logo na entrada e prepará-los para se aventurar nas escadarias que levam à belíssima cachoeira.

A descida é longa, mas conta com tablados de madeira que a facilitam e bancos para descansar no momento mais cansativo: a subida de volta. A jornada, no entanto, não impede as milhares de pessoas que frequentam o local.

MIRANTES

O relevo da cidade também permite que os turistas visitem mirantes para se impressionar com as paisagens. Os mais famosos pontos de observação são o Mirante das Três Pedras, o Mirante de São Cristóvão, localizado no topo da Cuesta (leia mais nesta página), e ao lado de uma Igreja que carrega uma história ligada à do próprio município.

Há também a Pedra do Índio, no Ecoparque homônimo, local em que é possível se maravilhar com a visão, além de degustar boa comida, adquirir produtos regionais no empório e, até, realizar trilhas, rapel e acampamento.

Do mirante deste ecoparque é possível observar, ainda, os "pés" da formação que talvez seja a mais famosa de Botucatu: o Gigante Adormecido. Esse ponto recebe o nome pelas montanhas formarem o que, se observado do ponto certo, se assemelham à silhueta de um homem deitado, com parte dos pés, barriga e cabeça brotando para fora do solo.

Os mirantes também atraem os observadores de pássaros - uma das atividades que têm trazido muitos turistas à cidade. Não é incomum ver pessoas carregando câmeras para fotografar os animais.

NOVA MARCA

A Secretaria de Turismo de Botucatu desenvolveu uma nova marca em 2021 para atrair os turistas e mostrar a diversidade de atrações. Anteriormente, a cidade era conhecida pelo turismo de aventura. Agora, no entanto, eles querem que a população conheça todo o leque de opções oferecidos. Pensando nisso, o novo logotipo foi desenvolvido para representar cada um desses aspectos.

A letra B traz o arroxeado do por do sol e da alvorada; a O traz o azul do céu de brigadeiro; a letra T tem o marrom avermelhado da terra; na letra U é contemplado o Cerrado, e a letra O em sequência vem com o Azul representando um dos maiores reservatórios de água do mundo, o Aquífero Guarani; por último as letras T e U formam a Cuesta Basáltica e o Morro Testemunho, palcos de aventuras, grandes emoções e intensas reflexões.

CUESTA

A Cuesta de Botucatu é um dos mais belos e preservados cenários naturais do Estado de São Paulo. Localizada na região central paulista, a Cuesta se estende por doze municípios da região.

A formação geológica da cuesta é resultado da ação de erosão e sedimentação ao longo de milhões de anos.

O relevo característico da cuesta, com formações rochosas elevadas e planícies mais baixas, proporciona uma paisagem deslumbrante, com vistas panorâmicas da região.

A Cuesta de Botucatu é um importante destino turístico, atraindo visitantes de todo o Brasil e do exterior. A região oferece diversas opções de atividades ecoturísticas, como trilhas, escalada, rapel, ciclismo, observação de aves e contemplação da natureza.

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