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Três motivos para vacinar seu pet contra raiva

Por Lívia Marra |
| Tempo de leitura: 3 min
Pixabay
A vacinação é um ato de carinho com o pet e com quem está ao seu redor
A vacinação é um ato de carinho com o pet e com quem está ao seu redor

Seu cachorro ou gato nunca foi vacinado contra a raiva ou está com a dose atrasada? Se você acha que não tem por que se preocupar, listo três motivos:
1- raiva é doença sem tratamento e mata
2- pode ser transmitida aos humanos, igualmente letal
3- a vacinação é a única forma de prevenção e controle da doença


Não há nada que justifique deixar o animal sem a vacina. E ela deve ser repetida, obrigatoriamente, todos os anos.

As doses são encontradas em clínicas particulares, mas também são oferecidas por prefeituras, sem custo. Se na sua cidade não há campanha de vacinação, informe-se com a administração municipal.

A vacinação deve ser feita mesmo que não haja registro da doença na vizinhança. É um ato de carinho com o pet e com quem está ao seu redor.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a raiva está presente em mais de 150 países ou territórios e provoca a morte de 59 mil pessoas por ano a maioria em regiões da Ásia e da África. A meta é eliminar a doença até 2030.

No mundo, cães são os principais transmissores aos humanos. No Brasil, têm sido os morcegos.

Mas não dá para relaxar. Uma escapadinha do pet de casa já representa risco. Se ele caçar um morcego doente ou for agredido por outro animal infectado, conviverá por semanas sem sintomas, na mesma rotina de carinhos e lambidas, e deixará a família em perigo.

O tutor deve procurar ajuda imediata do veterinário caso flagre seu pet com um morcego, presencie ataque de animal desconhecido ou não vacinado ou perceba que seu bichinho tem ferimentos de causa não identificada. Mesmo que ele já seja vacinado, o profissional avaliará o tratamento preventiva contra a raiva, antes do possível surgimento dos sintomas.

O período de incubação varia entre alguns dias a vários meses. Os sintomas dependem do estágio da doença. Incluem mudança de comportamento, desorientação, convulsões, salivação excessiva.

Nos humanos, pode ocorrer febre, tontura, dor de cabeça, mal estar, formigamento, pontadas ou sensação de queimação no local da mordida. Com o avanço, provocará dificuldade para deglutir, desidratação, paralisia e convulsão até evoluir para coma e morte.

A raiva é transmitida por mordida, arranhão ou lambedura de mamíferos e afeta o sistema nervoso central. Após o surgimento dos sintomas, não há tratamento para os animais. Nos humanos, a letalidade é próxima de 100%. No Brasil, só dois pacientes sobreviveram.

A cidade de São Paulo teve confirmado, no último dia 1 de setembro, o primeiro caso de raiva canina desde 1983. O cão infectado pela doença foi resgatado poucos dias antes na região do Butantã, zona oeste, apresentando sintomas neurológicos. O animal morreu um dia depois de receber atendimento veterinário.

A infecção foi confirmada pelo Instituto Pasteur, ligado ao governo estadual. O órgão é responsável pela vigilância epidemiológica e controle de risco da raiva e outras encefalites virais.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso segue em investigação e já motivou ações de vigilância na região. Nos dias 1 e 2 de setembro, agentes visitaram 384 residências e vacinaram 367 animais com a antirrábica.

Ainda de acordo com a pasta, a cidade não tinha casos de raiva canina há 40 anos, enquanto a variante transmitida pelo morcego teve último registro em 2011. Autoridades orientam que a vacina antirrábica deve ser aplicada nos animais a partir dos 3 meses de idade. A secretaria recomenda ainda que, em casos de acidentes por mordida ou arranhão de cães e gatos, deve-se procurar imediatamente o atendimento médico para avaliação.

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