NAS ESCOLAS

Crianças passam mal em onda de calor e prefeitura compra até 1.576 ventiladores

Por Guilherme Matos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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Em algumas escolas, Secretaria da Educação confirma a necessidade de troca ou manutenção de ventiladores
Em algumas escolas, Secretaria da Educação confirma a necessidade de troca ou manutenção de ventiladores

"Saí mais cedo, sem condições de ensinar. Muitas crianças estavam passando mal". A frase foi proferida por uma professora municipal, durante a onda de calor que fez os termômetros baterem quase 40 graus em Bauru. A queixa fez coro com as reclamações de pais de alunos insatisfeitos com a escassez ou falta de ventiladores em algumas salas de aula. A prefeitura, no entanto, está em fase de assinatura de contrato com a empresa vencedora da licitação que vai fornecer até 1.576 aparelhos, conforme a necessidade da pasta.

No entanto, ainda não há previsão para instalação. Sem o alívio, são críticos os relatos enviados ao Coletivo Educação em Luta Bauru, depois que a professora Iara Costa gravou vídeo falando da dificuldade. Constam situações como: "Os bebês molham o lençol de tanto suar. Dá um dó. Não dormem direito e choram" e "Com ventilador funcionando já era quente. Sem ele, está insalubre". Setembro de 2023 foi o mais quente dos últimos 80 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Neste contexto, por meio de nota, a administração municipal confirma que, em algumas unidades escolares, foi verificada quantidade de equipamentos menor do que a ideal. "Em outros casos, foi constatado que os (ventiladores) atuais precisam de manutenção ou troca", informa texto enviado à reportagem. Por essa razão, há informações de diretores e professores que levaram o equipamento para as escolas. Em algumas delas, inclusive, o empréstimo foi proibido.

Frente às altas temperaturas, com novos picos previstos para outubro, por conta do El Niño, a pasta acrescenta que algumas de suas unidades realizam atividades com água, a critério da direção e corpo docente.

No entanto, faltam outras alternativas para amenizar o calor, também a partir da queixa de profissionais. Eles reclamam, por exemplo, de bebedouros sem água gelada.

"O bebedouro não funciona. Estamos dando água com jarras enchidas e refrigeradas nas nossas geladeiras. Um trabalho exaustivo que ocupa parte do horário de aula", descreve uma servidora. Em nota, o Executivo informou que as unidades escolares possuem bebedouros de três torneiras ou de parede, com água gelada.

O site do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) informa que o El Niño atua no aquecimento do mar no oceano pacífico equatorial. A condição deve permanecer durante os meses de primavera e impactar os termômetros em território paulista. "As temperaturas tendem a permanecer acima da média em grande parte do estado", afirma o órgão.

Segundo o Climatempo, outubro é historicamente um mês de temperaturas mais altas. "É possível que a onda de calor recorde que aconteceu na primavera de 2020 volte a se repetir em 2023", acrescenta.

Comentários

3 Comentários

  • Masé Santos 07/10/2023
    E os aparelhos de ar-condicionado que estão no almoxarifado da Secretaria ??? Com essa quentura do ar-condicionado. Na SME usam ar-condicionado ou ventiladores ?
  • Giselda Genovez 07/10/2023
    Que notícia triste de ler. Que triste o que estão passando. O trabalho do professor já é cansativo e nessas condições mexe com o físico e o emocional. Só de ler já nos faz mal, imagina ver as crianças sofrendo assim. É de partir o coração.
  • Jurandir Sergio Posca 07/10/2023
    OLHA QUE MAIS VEJO HOJE E PESDOAS USANDO A SITUAÇÃO DE NOSSA CIDADE PRA SE AUTO PROMOVER UMA VERGONHA