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Morre em Bauru a artista Myriam Therezinha Vanzella Sanson, a Dinda

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Divulgação
Dinda era legítima represente da arte naïf
Dinda era legítima represente da arte naïf

A Secretaria de Cultura de Bauru informa e lamenta o falecimento da artista Myriam Therezinha Vanzella Sanson, conhecida como Dinda, representante da arte naïf bauruense, com obras nos principais museus do país e também com colecionadores internacionais. O falecimento ocorreu nesta sexta-feira (6), durante a madrugada. Em março de 2020, a Pinacoteca fez uma exposição na Casa Ponce Paz, resgatando o trabalho da artista. A exposição ‘Dinda, uma representante da Arte Naïf brasileira em Bauru’ foi aberta em 13 de março, com obras de diferentes períodos de trabalho da artista, no entanto devido ao Decreto de fechamento institucional no período de pandemia a exposição foi adaptada para visitação on-line.

Myriam Therezinha Vanzella Sanson, a Dinda, como passou a ser reconhecida, nasceu em 18 de agosto de 1930, em Guarantã (SP). Morando em Bauru, foi uma das primeiras artistas a trabalhar com a arte naïf na cidade. Atuando como professora no ensino infantil, dedicou-se à pintura, iniciando com a porcelana e, posteriormente, desenvolveu a pintura em tela com suas primeiras exposições na década de 80. Em Bauru, seu atelier localizava-se na rua Gerson França.

Ao longo de sua carreira, a artista plástica expôs em todo o Brasil, participando de diversas exposições coletivas e individuais. Ao alcançar reconhecimento internacional, suas obras chegaram às galerias da França, Portugal, Estados Unidos, Itália e Japão. Seus quadros estão também espalhadas em acervos públicos e particulares, tais como o Museu do Sol de Penápolis, o Museu Primitivista de Assis, a Maria Calas Art Gallery em Miami (Flórida/EUA), e South Flórida Art Center em Miami (Flórida/EUA).

A Arte Naïf, chamada também de arte ‘ingênua’, retrata imagens rurais, cotidianas, festejos religiosos e populares, sendo proferida por artistas, em sua maioria autodidatas, que se pautam na espontaneidade, individualidade e nacionalidade, sem se enquadrarem em uma tendência artística ou acadêmica. Ao lado de países como França, Itália, Haiti e ex-Iugoslávia, o Brasil teve uma grande representatividade nesse estilo, alcançando notoriedade na década de 50 com os pintores Heitor dos Prazeres e Chico da Silva, fortalecendo-se com a riqueza de temas do contexto brasileiro.

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