PROTESTO

‘Brasil In Direita’ articula carreata contra o aborto em Bauru


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Ana Sandrin/Divulgação
Última carreata organizada pelo grupo, ocorrida em 16 de outubro de 2022, pouco tempo antes do segundo turno das eleições
Última carreata organizada pelo grupo, ocorrida em 16 de outubro de 2022, pouco tempo antes do segundo turno das eleições

O Movimento "Brasil In Direita", derivado do "Direita Paulista", se prepara para uma carreata contra o aborto em Bauru. O ato está marcado para o dia 12 de outubro, data que reúne o feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças. A saída será às 10h, na avenida Nações Unidas Norte, próximo ao Sato Verduras.

Os manifestantes pretendem protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), omissões do Senado e o que classificam como perseguição aos cidadãos, além de pedir liberdade de expressão. De acordo com Ana Sandrim, membro do Brasil In Direita, a carreata cumprirá o objetivo de assegurar à população de que é seguro protestar. "Atualmente, todos têm medo de se manifestar e sair às ruas", afirma a militante. Por isso, o ato leva o lema "Direito de nascer, liberdade para viver".

O ato cruzará o município pela Nações Unidas até o retorno próximo ao Ceasa Bauru, de onde retornará ao ponto de saída.

Ao JC, Ana afirmou que o Brasil In Direita foi criado recentemente, mas já está presente em diversas cidades do interior paulista. Além disso, os organizadores já acumulam experiência na elaboração de outras manifestações há, pelo menos, cinco anos. Ela diz que o grupo organiza esses atos desde a eleição de Bolsonaro, mas que, no momento, o movimento é apartidário.

Uma das características do grupo, segundo Ana, é que não existe uma liderança fixa e as decisões são tomadas horizontalmente. No entanto, a carreata segue um chamamento nacional da direita de se posicionar contra o aborto, a descriminalização da maconha e outros temas que estão sendo discutidos pelo STF.

Decisões recentes da Corte desgastaram a relação entre o Judiciário e o Legislativo, além de desagradar parte da população. A questão do aborto, por exemplo, está sendo discutida no Supremo e a ministra Rosa Weber votou pela descriminalização da interrupção voluntária da gravidez, nas primeiras 12 semanas de gestação. A ação desagradou parte de deputados e senadores, para os quais temas como esse deveriam ser tratados na Câmara e no Senado.

Comentários

2 Comentários

  • Tati 06/10/2023
    Sou contra o aborto, porém conheço muita gente de direita que já realizou o aborto ilegalmente... penso que não temos nada a ver com isso, pois mesmo sendo contra, quem decide abortar, irá abortar de qqr forma! Não é desta forma q se endireita o Brasil, não! Isso acaba sendo até ironia sabendo o que sei! É melhor ser autorizado e feito c segurança do q as mulheres correndo risco em clínicas clandestinas. Se os homens fossem mais responsáveis com relação ao sexo, podiam até dar alguma opinião, mas sabendo como sao, eles não tem q se meter nisso não!
  • Maria 06/10/2023
    Só faltava essa ne ??? Quando vao aprender a diferenciar liberdade de expressão e ataque a dignidade das pessoas? Mais um grupinho que já já estará em.frente a quartéis.