Apesar dos avanços na legislação municipal sobre o 5G que elevaram Bauru à sétima posição nacional no ranking de municípios mais aptos a receber a tecnologia, a cidade comandada pela prefeita Suéllen Rosim (PSD) ainda enfrenta um problema de morosidade crônica no setor público, impasse que prejudica especialmente o setor habitacional.
Um levantamento do Governo Estadual publicado neste final de semana na Conferência das Cidades, em São Carlos, mostra que Bauru nem sequer pontua numa lista que elenca os 21 municípios que mais aprovaram loteamentos nos últimos dois anos.
Os números compõem um relatório do Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (Graprohab), órgão vinculado ao Palácio dos Bandeirantes, e foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo vereador Júnior Rodrigues (PSD), presidente da Câmara de Bauru.
Para o parlamentar, o resultado do Graprohab deve servir de alerta para que Bauru reveja os procedimentos adotados para analisar empreendimentos imobiliários. A capital paulista lidera o ranking, mas na lista há municípios maiores, menores e até do mesmo porte da cidade sem limites.
Araraquara, por exemplo, figura na quarta colocação entre os 21 municípios que mais aprovaram loteamentos ou condomínios nos últimos dois anos. O município avalizou 30 empreendimentos nesse sentido. Em Bauru, enquanto isso, o número não chega a 10, segundo gráficos da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
"Quando olhamos para esse dado, confirmamos todas as queixas que recebemos da população. As pessoas nos procuram dizendo que têm dificuldade para aprovar projeto, que estão quase perdendo o prazo para financiamento por problemas de demora do setor público. Isso é triste", lamentou.
O presidente da Câmara afirmou também que os dados evidenciam a lentidão da máquina pública local e que o problema afasta investidores externos. "É um município demorado, burocrático. Não temos tratamento de esgoto, não temos agilidade nos processos. Que grande empresário vai investir aqui?", indagou.
As críticas de Júnior Rodrigues vêm na esteira de outras inúmeras queixas do empresariado, que reclama da demora do Palácio das Cerejeiras em autorizar o seguimento de projetos, e da população em geral, que lamenta a demora para se analisar medidas simples, como obras em calçadas.
A Secretaria de Planejamento (Seplan), crucial para qualquer pedido de regularização imobiliária em Bauru, é uma das pastas historicamente mais criticadas da administração. Há pouco mais de duas semanas, como noticiou o JC, a Seplan passou dias sem atendimento telefônico porque mudou de prédio e não tinha linha disponível.
Havia a previsão de que o atendimento só voltasse em três meses, medida da qual a pasta recuou diante da pressão do empresariado e da própria repercussão da decisão a partir da publicação no JC.
Comentários
1 Comentários
-
Tati 03/10/2023Sempre seguraram o crescimento de Bauru! Tá na hora de mudar! Deixem as empresas darem empregos pro povo pra cidade se desenvolver!