OPINIÃO

Um piano ao cair da tarde


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Sonia Berriel - maestrina

No último dia 16 de setembro, às 17 horas, me dirigi até o Teatro Municipal onde a Academia Bauruense de Letras (ABLetras)convidava para o evento denominado "Um piano ao cair da tarde". Era o reinício desse evento após a pandemia de Covid.

Com o Teatro Municipal em reforma, o evento aconteceu quase ao ar livre, num espaço agradável próximo à Biblioteca Municipal com fileiras de cadeiras colocadas e um pequeno palco na frente. O espaço não é grande e a lotação era total. Pessoas como eu esperávamos pela apresentação da pianista Hilda Campos e do cantor João Carrara, dois ícones da música em nossa cidade!

Então a fruição começou apresentando caracteres específicos e enfoque próprio. Esse excelente duo iniciou sua apresentação com a música "Estão voltando as flores", de Paulo Soledade. A plateia acolheu imediatamente e cantou com muita alegria junto com o cantor.

Momento mágico!

Grande coral, afinado e com a letra na ponta da língua! Hilda Campos e João Carrara tem um trabalho musical de ponta em Bauru!

Músicas como Bésame Mucho, Luz do Sol, Marina, Eu sonhei que tu estavas tão linda, Codinome Beija-Flor, Amor de Índio, Primavera, Amor nas Estrelas vieram uma após outra. Repertório bonito, do inteiro agrado do público!

Na coordenação do evento estava a secretária Geral da ABL, Olynda Aparecida Bassan Franco, e ela desempenhou sua função com garbo e alegria. Não sei se é do conhecimento de todos, mas o acompanhamento ao piano de um cantor ou de um instrumentista exige uma técnica especial. Hilda Campos fez bem esse papel como acompanhante, não avançando na partitura e colocando extrema atenção à interpretação de João Carrara.

O presidente da ABL, sr. José Paulo Alves Fusco, estava presente e fez uma fala especial. Rosa Leda Gabrielli Acorsi, simpática e agradável, como sempre, veio ao microfone para contar que o nome do evento foi inspirado num programa análogo da Rádio Eldorado.

Queria parabenizar também os funcionários da Secretaria Municipal de Cultura, atendendo a todos com educação e elegância. Entre os funcionários presentes, destaco a atuação de Gilson Miguel Aude, sempre muito amável.

Nossa Secretaria de Cultura tem um elenco de pessoas desse nível!

Poemas e textos curtos aconteceram intercalando a literatura com a boa música que se ouvia. Foi anunciado que esse evento vai continuar, superando a interrupção pela pandemia. Ao secretário de Cultura Paulo Eduardo Dias Campos agradeço por apoiar eventos vitoriosos como este.

Finalizo minhas considerações com as palavras de Renato Almeida: "A música não tem que cantar, nem desenhar, nem modelar. Não é descritiva nem plástica. A música é sugestão apenas e deve permitir um ambiente de interpretação em que a alma humana liberta e exaltada sinta a vida, pelo mais intenso gosto estético. A essência da música é a música, pairando acima das coisas, dominando-as e elevando-se pelo prestígio do som".

Estou esperando por um novo momento do "Um piano ao cair da tarde".

Que aconteça em breve! Bravo!

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