Os vigilantes da Ceagesp de Bauru protestam reivindicando direitos trabalhistas. De acordo com o Sindicato dos Vigilantes de Bauru e Região, a empresa foi notificada diversas vezes a respeito de atrasos nos pagamentos de salários, cestas básicas e férias, mas manteve as demoras e, por isso, um ato foi realizado na semana passada. O sindicato promete que, caso a situação não seja regularizada, a categoria vai paralisar.
Segundo Emerson de Lima Vilella, o presidente do sindicato, a Ceagesp têm retardado os pagamentos há bastante tempo e já acumula atraso de dois meses nas cestas básicas. Os trabalhadores têm direito a duas cestas mensais (uma prevista em contrato e outra em substituição ao convênio médico). A liderança conta, ainda, que um dos trabalhadores não recebe férias há dois anos.
Ao JC, a companhia informou que já sabe da situação dos vigilantes terceirizados. "Antes mesmo da ocorrência dos protestos, a empresa que contratou os trabalhadores foi penalizada e notificada para sanar a irregularidade para com os trabalhadores em um prazo de 72 horas. Caso não haja a regularização, a Ceagesp irá arcar com os custos dos trabalhadores de maneira direta", afirma.
A entidade anunciou, também, que abrirá licitação para uma nova empresa terceirizada, mas não informou datas. "Tal tipo de processo demanda um certo tempo para sua elaboração, pois envolve diversos procedimentos que devem ser cumpridos para atender a seu propósito de maneira perfeitamente adequada e cumprindo os termos legais", finaliza.
Segundo o Sindicato, o Grupo WWS, terceirizada responsável pelos vigilantes da Ceagesp, está sendo procurado há bastante tempo, mas não responde. A reportagem tentou contato por telefone e e-mail, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria.