ESTREIA

‘Pérola’ estreia nesta quinta-feira no cinema em Bauru

Por Luly Zonta, especial para o JC Cultura |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Cena do filme Pérola com Drica Moraes no papel principal
Cena do filme Pérola com Drica Moraes no papel principal

Ressalvas sejam feitas previamente. Sim, eu tenho uma relação pessoal com a história da vida real, com o espetáculo teatral, com o dramaturgo Mauro Rasi e com o sonho do Murilo Benício em levar "Pérola" ao cinema. Mergulhei no universo do Mauro, no centenário de Bauru (não façam contas, por favor, hehehe) para a edição especial do Jornal da Cidade. E tempos depois estive em várias ocasiões na famosa casa da rua Bandeirantes, atrás do Colégio São José.

Na terça-feira, 12 de setembro, dei um novo mergulho na piscina da família Rasi, a famosa piscina da matriarca Pérola. O streaming que não me ouça, mas a telona é fundamental e, diferentemente do palco, a fotografia gigante e o som de alta tecnologia te transportam. Nesta volta ao tempo, reencontrei Drica Moraes (com quem tive a oportunidade de assistir no Bauru Shopping, Shakespeare in Love e que vimos ganhar o Oscar, junto com Mauro, no quintal da casa do arquiteto Jurandyr Bueno Filho, o pai do Vitória Régia).

Drica vive uma Pérola tão intensa e visceral como Vera Holtz no teatro. As duas atrizes trazem nas veias a medida do drama e da comédia e se aproximam com fidelidade da figura central desta história contada sob o ponto de vista do filho.

A história de uma família de classe média de Bauru, mas que poderia ser de qualquer lugar do mundo.

Baseado na peça de Mauro Rasi, que ficou quase cinco anos em cartaz e ganhou todos os prêmios teatrais no Brasil e alguns no exterior, o filme do Murilo Benício que entra em cartaz esta semana em circuito nacional é literalmente uma pérola.

Pode ser um drama de relacionamento ou uma comédia de costumes, o impacto que ele causa em cada um vai classificar o gênero do filme, que segundo o diretor é dedicado a todas as mães. Na minha sessão, a segunda da pré-estreia na capital paulista, rolou mais emoção do que gargalhadas e confesso que não sabia quem chorava mais nas fileiras ao meu redor.

Contudo, Murilo Benício comentou que, na noite anterior, a plateia era só gargalhada. "O público veio abaixo!", disse com um sorriso tímido e um olhar orgulhoso. Não é para menos, o filme é muito bonito, rico em detalhes, têm um elenco de peso e lança diversos recursos no roteiro, que nasceu original. Com todos os dramas cotidianos de uma vida, é um filme leve, delicado, que insere cada um de nós em alguma das cenas.

Em uma hora e meia, ficamos imersos não só naquela família de Bauru, mas nas nossas memórias e cenas cotidianas. A gente se vê, vê os pais, as tias, os olhos da sociedade e o olhar para ela... Retrato de um tempo e de várias vidas, Pérola, Mauro, Osvaldo, Elisa, tia Norma, Emílio, Murilo, Vera, Drica... realidade e ficção. Na minha opinião, o cenário ideal seria a casa em Bauru, mas as três locações encontradas em Laranjeiras pela produção me fizeram sorrir satisfeita com a riqueza de detalhes e a semelhança com a original, que ainda preserva sua fachada, mas ganhou um muro novo.

Recentemente, eu estive em Bauru e passei por ela, fiz fotos e mostrei ao diretor que me perguntou sobre a cidade, algumas pessoas e lugares. Começamos a fazer contas de quanto tempo separava o sonho do filme, a temporada na cidade para a peça "Dois na Gangorra", com Giovana Antonelli, logo depois do sucesso do casal na novela "O Clone", e nesta sequência Murilo dispara: "Luly, meu filho já tem 18 anos!". Isso posto, reforço o convite: vamos parar de fazer contas, correr para o cinema e, neste calor de Bauru, mergulhar na piscina de Pérola, um refresco para a alma.

O meu abraço a vocês e um brinde de caipirinha ou de "camparizinho" ao universo da família Rasi. O filme estreia no Cinépolis (Boulevard Shopping).

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