OPINIÃO

'Cohab recebe com surpresa possível bloqueio em contas'

Por Newton Ribeiro Filho |
| Tempo de leitura: 2 min
Diretor da LR Construtora

O surpreendente, na verdade, nessa manifestação da diretoria da Cohab ao JC (em 20/9) de é a postura da empresa de trazer a público essa questão restando claro que sua intenção é estabelecer um debate político. Na verdade, quer angariar apoio político para pressionar o Judiciário em um tema que será tratado de forma independente e com Justiça, temos certeza disso.

Que surpresa seria essa se desde 2004 o cumprimento de sentença da LR se encontra instaurado, aliás, desde muito há condenação definitiva da Cohab no nosso processo, embora até hoje ela sequer tenha manejado ação de regresso contra a Caixa Econômica Federal, preferindo criar todo tipo de embaraço para o pagamento dessa execução para privilegiar um credor seu que é retardatário.

Isto mesmo, as execuções promovidas pela Caixa foram ajuizadas muito tempo depois do início do cumprimento de sentença que a Cohab tem em seu desfavor para pagar a LR. O que é mais curioso nesse debate político que querem estabelecer é que a Cohab pretende que o Judiciário negue o reforço de penhora quando ela sempre soube e declarou que seu patrimônio não garante a dívida e, o que é pior, espera que venha a ser tolerada uma fraude a esta execução da LR, pois é isto que está para se consumar se vingar o acordo que vem tratando com a Caixa Econômica Federal.

Tenho aqui um documento contábil público da Cohab que prova que, através de título do CVS provenientes do FCVS, conforme Relatório Anual de 2011, a quitação de suas dívidas relativas a vários conjuntos habitacionais, inclusive o C. H. S. Manuel II, que ela, de outro lado, não honrou com a LR.

Veja só: além de tudo isso, não se pode alegar que a Cohab não tinha em seus documentos contábeis apontada a existência de créditos junto ao FCVS! Esses créditos junto ao FCVS constam também dos últimos balanços contábeis publicados pela Cohab. Tem que se ter respeito pelo Poder Judiciário e parar de querer tratar tudo como se fosse um problema político.

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