Jaú - A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) concluiu, na última semana, o serviço de gravimetria dos resíduos domésticos, espécie de "raio-X" que permite determinar os percentuais de matéria orgânica e materiais recicláveis, como plástico, papel e vidro, no lixo coletado nos imóveis. O resultado apontou que, na cidade, o índice de restos de comida é bem superior à média nacional.
O trabalho, que não ocorria há mais de 10 anos, foi feito pela Gerência de Projetos e Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (Semeia). "A gravimetria contribui para o conhecimento da composição do lixo no município e, basicamente, consiste na recolha de lixo em estratos sociais, haja vista que a forma de consumo na mesma comunidade é diferente", explica o Executivo.
Segundo a pasta, aproximadamente 63% dos resíduos domésticos em Jaú são compostos de restos de comida. O restante é formado por plástico (16,24%); papel e papelão (13%); material metalizado (3,61%), vidro (3,06%) e isopor (0,72 %). "Chamou a atenção a quantidade de restos de comida descartados, bem acima da média nacional, que é 45%", revelou a Semeia em nota.
De acordo com o titular da Secretaria, Giovani Mineti Fabricio, o estudo dos dados relativos à produção mensal de lixo doméstico na cidade serve como ferramenta de planejamento de gestão ambiental na medida em que permite entender geração per capita (quanto de lixo é gerado por dia) e o total de resíduos que é aproveitado nos processos de reciclagem ou de compostagem.
Além disso, segundo ele, o resultado dessa avaliação técnica também irá impactar diretamente nos cofres municipais, uma vez que a Prefeitura paga por tonelada a empresa terceirizada pelos serviços de transbordo e aterro dos resíduos domésticos. "A gravimetria também concorre para o planejamento de implantação da coleta seletiva, cujo chamamento está em fase de elaboração", diz.