OPINIÃO

Transparência é interesse ditatorial ou democrático?

Por Wellington Anselmo Martins |
| Tempo de leitura: 1 min
O autor é professor, doutorando em Educação Para a Ciência (Unesp-Bauru)

Recentemente, li notícias curiosas sobre a chamada hipervigilância chinesa. Ocorre que os chineses têm câmeras de segurança para todos os lados em cidades como Pequim. E dizem eles que isso ajuda significativamente a combater a violência.

Ora, aqui no Brasil nós queremos uma democracia. Por isso, dentro de casa, é claro que o cidadão brasileiro deve ter direito à privacidade. Mas em praças e ruas públicas, não há problema em ser filmado.

É republicano e constitucional o princípio de transparência e publicidade. Inclusive, está em debate público o uso de câmeras até por policiais militares que precisam tomar decisões rápidas em situações complexas de violência.

Já no caso de civis, quando apenas caminhando na praça ou dirigindo até o trabalho, trata-se de uma intervenção social bem mais simples. Por isso, não há nada para esconder.

Os cidadãos adultos, minimamente conscientes e bem formados sabem, junto a Kant, que "tudo aquilo que não se pode dizer como foi feito (por culpa, vergonha e medo de punição), exatamente por isso não deve ser feito".

Enfim, estou inclinado a ser favorável às câmeras em locais públicos.

E sou até otimista! Penso que elas registrarão a exceção dos crimes e a grande regra da virtude cidadã.

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