POLÍTICA

Liderança de governo não é cargo de grife, diz o vereador Miltinho Sardin

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Vinicius Bomfim/JC arquivo
Função de liderança limita postura, diz Miltinho
Função de liderança limita postura, diz Miltinho

Líder da prefeita Suéllen Rosim (PSD) na Câmara, o vereador Miltinho Sardin (PTB) afirma que a função que hoje ocupa "não é cargo de grife" e disse que o papel que exerce limita em muito sua vida cotidiana. "Se eu fizer algo errado, quem sai prejudicado é o governo", afirma.

O petebista ocupa a liderança da prefeita na Casa desde o início deste ano. Desde então já se envolveu em embates, protagonizou discussões e evita entrar no campo das negociações políticas - ele diz publicamente que prefere ficar de fora desse assunto.

Na conversa com o JC, realizada na sessão da Câmara da última segunda-feira (15), Sardin falou sobre o atual cenário do governo, sua função e muito mais. A seguir, os principais trechos do diálogo.

JC - O sr. está na liderança de governo há oito meses. Como tem sido esse período? Quais foram os principais avanços da administração, na sua avaliação?

Miltinho Sardin - Às vezes o cargo me priva de falar algumas coisas. Até porque, se eu fizer algo errado, quem sai prejudicado é o governo. Eu tenho uma postura pragmática em todos os sentidos. Isso não está me fazendo mal e não está incomodando ela [a prefeita Suéllen]. E assim seguimos.

Com relação aos avanços, basta sair à rua para ver. O governo está recapeando centenas de ruas, promovendo mudanças na iluminação pública. Veja a [avenida] Rodrigues Alves, por exemplo. Está muito melhor.

Tem gente que fala que falta muita coisa. Claro que falta, e a prefeitura está correndo atrás de tudo isso. Mas existe um cronograma, uma agenda, que precisa ser respeitada. É questão de prioridade.

JC - O sr. disse que a liderança te priva de algumas coisas. Mas sabemos que o sr. é um vereador sem papas na língua. Já protagonizou discussões mais acaloradas e proferiu declarações que, para muitos colegas, foram exacerbadas. Isso não pode prejudicá-lo?

M.S - Não, de maneira alguma. Quem me conhece sabe que eu sou assim. Eu, na verdade, mudei muito nos últimos anos. Tenho me moldado enquanto vereador. Mas eu sou verdadeiro. Se eu falo que alguém é ladrão, essa pessoa vai presa porque eu vou ter provas. Diferentemente de alguns, que sobem na tribuna e fazem acusações.

JC - O sr. é relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Contrapartidas. Qual avaliação o sr. faz desta e também da CEI da Palavra Cantada?

M.S - A apuração das Contrapartidas, creio eu, deve se encerrar dentro do período inicialmente previsto de 90 dias. Essa possibilidade é real e é isso que todos esperam. Acho que essa investigação será fundamental para aprimorarmos a atual legislação sobre as contrapartidas.

Já com relação ao caso Palavra Cantada, creio que os relatos e depoimentos serão fundamentais. Não acho que tenha havido ingerência na pasta, como sugeriu a ex-secretária de Educação Maria do Carmo Kobayashi.

JC - Ainda sobre o caso Palavra Cantada, o sr. chegou a rebater um colega durante discurso na tribuna. Na ocasião, pediu que os colegas "deixassem o governo trabalhar". O sr. acha que essa declaração foi prematura?

M.S - Não acho, não.

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