TURISMO

Sintra é boa opção para conhecer os arredores de Lisboa sem carro

Por Ana Luísa Moraes |
| Tempo de leitura: 3 min
Pixabay
Azenhas do Mar, aldeia no litoral do município de Sintra
Azenhas do Mar, aldeia no litoral do município de Sintra

Na área metropolitana de Lisboa, em Portugal, uma cidade chama a atenção por seu precioso valor histórico e turístico: Sintra, um destino acessível para quem quer conhecer os arredores da capital portuguesa e não dispõe de carro.

Um ou dois dias são suficientes para visitar os principais palácios e até para se perder em pequenas caminhadas pelo Parque Natural de Sintra-Cascais, que abraça toda a região.

É possível chegar ao destino a partir de quase todas as estações de trem de Lisboa. A viagem, feita por transporte público há risco de vagões cheios , dura cerca de 40 minutos. Da estação de Sintra, uma caminhada de dez minutos já leva o turista ao centro histórico da vila.

A primeira parada é o Palácio Nacional de Sintra, erguido no século 14. Foi utilizado como residência por diversas gerações da família real portuguesa até 1910, com a implantação da república, mas conserva em seu interior mobílias e artefatos originais.

A entrada custa 10 euros, mas também é possível andar pelo fundo do palácio e conhecer o jardim gratuitamente. O grande pátio que antecede a entrada costuma estar cheio de turistas que querem tirar fotos da paisagem verde que rodeia o espaço.

Logo ao lado, há uma parada quase obrigatória para os entusiastas da confeitaria portuguesa: a tradicional Casa Piriquita, em pé desde 1862, é conhecida pelos travesseiros de Sintra, um quitute de creme de nozes e ovos envolto por massa folhada. Delicioso, e fica melhor quando servido quente. A queijada, um doce feito à base de queijo fresco, também é especialidade da casa.

É provável que você encontre o lugar sem mesas disponíveis para apreciar as sobremesas com um café se for o caso, ande menos de um minuto até encontrar a Casa Piriquita 2. O menu é o mesmo, mas o espaço é maior.

Em menos de dez minutos a pé, logo depois do centro histórico, é possível chegar até a Quinta da Regaleira, um sítio com ares de bosque encantado. A entrada custa 11 euros. O palácio neogótico, que servia como residência para barões e outros membros da nobreza, perde protagonismo em meio à exuberante paisagem natural, que inclui grutas e lagos.

A principal atração, no entanto, é o chamado poço iniciático, que ganhou esse nome por sua possível associação a ritos da maçonaria. Construído com uma escadaria em espiral, o poço de 27 metros de profundidade tem vários túneis que levam a diferentes locais da propriedade. A descida é feita por nove patamares dizem que para referenciar os nove círculos do inferno descritos por Dante. Mesmo que a parada final não seja o submundo, é bom tomar cuidado: a descida tem pouca iluminação e a construção é antiga, um prato cheio para tombos. Para chegar ao Palácio da Pena e ao Castelo dos Mouros, dois dos mais importantes da região, é necessário dispor de algum tipo de transporte. Apesar de não ficarem propriamente longe do centro de Sintra, ambos estão localizados no alto da serra.

Uma opção é pegar o ônibus turístico 434, que passa pela estação de trem, centro histórico e pelos dois castelos. A passagem custa 11,50 euros e pode ser utilizada à vontade por 24 horas. Outra possibilidade é a viagem de tuk-tuk, que custa mais ou menos 10 euros por trajeto.

O Castelo dos Mouros foi erguido sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da serra de Sintra (crédito: Pixabay)
O Castelo dos Mouros foi erguido sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da serra de Sintra (crédito: Pixabay)
O Palácio Nacional da Pena representa uma das principais expressões do Romantismo arquitetônico do século XIX (crédito: Pixabay)
O Palácio Nacional da Pena representa uma das principais expressões do Romantismo arquitetônico do século XIX (crédito: Pixabay)

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