PERIGO

Projeto quer ampliar proibição em Bauru de árvore nociva às abelhas

Por Guilherme Matos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pastor Bira/Reprodução
Spathodea campanulata em Bauru
Spathodea campanulata em Bauru

Para vetar qualquer possibilidade do plantio em Bauru da árvore conhecida popularmente como Bisnagueira ou Tulipa Africana (Spathodea campanulata) está tramitando pelo Legislativo um substitutivo de projeto de lei cujo objetivo é proibir também a produção e distribuição de mudas da espécie. Isso porque ela produz um pólen tóxico que pode levar à morte de abelhas, outros insetos e até beija-flores.

A iniciativa é do vereador Pastor Bira, que promoveu audiências públicas para tratar do tema. Ele afirma que existem milhares dessa espécie em Bauru e que a proibição vigente não é suficiente para livrar o município dessa planta. Caso sua proposta seja aprovada, o corte e a poda da Spathodea campanulata serão autorizadas, assim como será incentivada sua substituição por árvores nativas. Atualmente, o projeto tramita pela comissão de Meio Ambiente da Casa.

Desde 1999, o cultivo da espécie já é proibido pelo código de arborização urbana exclusivamente em vias públicas. "São clamores de algumas entidades. Elas nos pediram para fazer um substitutivo e incluir a proibição (total) porque, até então, ela não é tácita, não é definitiva", explica o parlamentar.

Ele destaca que a proliferação da planta se deu, principalmente, por ser apreciada urbanística e arquitetonicamente. "Era muito explorada", garante.

No entanto, por conta da lei de 1999 que disciplina a arborização urbana de Bauru e que proíbe o plantio da Spathodea campanulata, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) já retira as espécies das vias públicas, informa Daniel Rolim, biólogo e diretor da divisão de planejamento da paisagem da pasta. "Quem plantou e pede solicitação de substituição, a gente autoriza. Também monitoramos a espécie e, o que encontramos, eliminamos e substituímos", afirma.

Ele explica ainda que, há muito tempo, não recebe pedidos para retirada de Tulipas Africanas em Bauru. A planta possui esse nome devido ao formato de suas flores e origem. É considerada exótica e, por isso, é danosa à fauna brasileira.

Sobre os danos, Daniel informa que uma queda significativa no número de abelhas pode afetar o ecossistema inteiro e até as lavouras. "Elas são importantes para a polinização de outras plantas. Se houver uma drástica redução da população de abelhas, teremos problema de polinização e fertilização, frutificação de outras plantas. Afeta o ecossistema de modo geral. Esses insetos são importantes até na agricultura, para a polinização de lavouras", reitera o biólogo.

Comentários

1 Comentários

  • Dorival Vieira 12/08/2023
    Cuidar e cuidados com a Natureza. Parabéns ao Pastor Bora. Plantas Invasoras. Sim causa um desastre imenso para o meio ambiente. Existe outra espécie a beira dos rios e riachos. São Invasoras plantada pela Prefeitura. Só olhar as margens do rio Bauru. E o que vem ao lado da linha de trem da Sorocabana. Na passagem da Comendador. Essa planta é invasora e mata as plantas do cerrado. Plantas