As eleições municipais serão realizadas daqui a mais de um ano, mas os partidos políticos, grupos e setores da sociedade civil, movimentam-se antecipadamente, nas escolhas dos pretensos pré-candidatos, escolhas que envolvem articulações, estratégias e desprendimentos, pois há visões contrárias, próximas ou até mesmo iguais sobre soluções para os problemas que o município enfrenta, inclusive problemas que aguardam equacionamentos há anos, seja por inoperância, descaso, falta de habilidade política, ou, simplesmente, de vocação para servir, problemas que seguem impedindo o desenvolvimento da maior cidade da Região do Centro Paulista, Bauru, que completou 127 anos em 1 de agosto último, mas que, atualmente, tem a história e a cultura relegadas a segundo plano, a saúde e a educação sem planejamentos, com falhas nas dinâmicas de trabalhos, a expansão urbana desordenada e certas ações estruturais elementares patinando num labirinto burocrático, como se houvessem "feudos" instalados em alguns órgãos públicos, conspirando para manter a máquina administrativa enferrujada e ineficiente.
Daí a necessidade de um prefeito ou prefeita que realize uma administração participativa, com resultados práticos. O cargo de prefeito (em latim, "praefectus", "posto acima dos outros"), surgiu na Roma Antiga, havendo prefeitos de diversos setores, eleitos pelo povo ou escolhidos pelo imperador, mas o principal era o "praefectus urbi", o "prefeito da cidade", aquele que administrava o conjunto, estava acima dos outros pela incumbência e responsabilidade do cargo, com o dever de identificar problemas e atender demandas com agilidade e eficiência.
Para tanto, era imprescindível a vocação de servir, de estar acima dos outros com o propósito de fazer pelos outros, zelar pela cidade e retribuir a confiança depositada na inteireza da capacidade.
Pois bem, por que você quer administrar Bauru? Vaidade? Ambição? Poder?
Ou simplesmente para ter o privilégio de contribuir para um tempo de mudanças positivas? Você tem o objetivo de elaborar com sua equipe um Plano de Governo realista, que seja exequível, vislumbrando as necessidades de todas as regiões?
Há diferenças e peculiaridades, porém, as regiões são irmanadas na extensão territorial de um município carcomido por desigualdades sociais, paralisado na ampliação dos polos industriais, um município com transporte público com valor próximo ao de certas capitais, mas com serviços ineficientes?
Você tem consciência que, vencendo, será chefe do Poder Executivo e que governará para toda a população, não para segmentos, e que sua atuação não poderá ser pautada exclusivamente numa ideologia partidária, pois a sintonia com o Poder Legislativo será o norte à concretização dos trabalhos planejados?
Você entende que sua crença e posições pessoais não poderão sobrepor-se ao mandato conferido, pois deixará de ser uma pessoa para representar o coletivo, obedecendo as leis constitucionais no cumprimento das atribuições, de modo que o Poder Judiciário somente atue na mediação de conflitos inevitáveis, sem ter que agir no vácuo da inoperância da administração municipal? Sobretudo, você tem vocação para servir e deixar registrado na história feitos de grandeza em favor de todos?
Reflita sobre esses três saudosos ex-prefeitos que honraram os mandatos em épocas diferentes e responda: "Por que você quer administrar Bauru?"
O prefeito Dr. Eduardo Vergueiro de Lorena, em 1930, com a definitiva Estação Ferroviária da Noroeste do Brasil (NOB), inaugurou a linha interurbana Bauru-São Paulo, que marcou o desenvolvimento da cidade.
O prefeito Irineu Bastos, em 1962, criou o Departamento de Água e Esgoto (DAE), autarquia fundamental ao saneamento básico e à economia municipal, além de antever as implicações ambientais que assolam o planeta, como a escassez de água potável.
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