Conceituada como regular, a saúde em Bauru ficou na 22.ª colocação entre os 41 municípios paulistas com população acima de 200 mil habitantes, conforme revelou pesquisa publicada recentemente pelo Núcleo de Estudos das Cidades (NEC), constituído por professores do câmpus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) de Jaú.
Segundo o estudo "Comparação do nível de desenvolvimento dos municípios paulistas de maior porte", elaborado pelo grupo, entre os aspectos da cidade que chamam atenção, está a taxa de mortalidade infantil, de 10,95 mortes para cada 1 mil nascidos vivos, patamar considerado ruim.
Já longevidade média de 72 anos e a taxa de mortes por Covid-19, de 385 óbitos para cada 100 mil habitantes (até janeiro de 2023), foram resultados tidos como regulares. Para se ter ideia, São José do Rio Preto (assim como Franca) teve a taxa de mortalidade infantil mais baixa, de 7,56 mortes, além de também registrar a maior longevidade, de 77 anos.
O levantamento elaborado pelo NEC ainda mostrou que a educação no município, abarcando dados do Ideb e da escolaridade dentro do Índice Paulista de Responsabilidade Social, foi classificada como ruim, deixando a cidade na 30.ª posição do ranking de 41 municípios. "A nota média do Ideb das três últimas avaliações, de 2017, 2019 e 2021, do quinto ao nono ano, foi péssima (5,45). Um dado como este serve para a prefeitura avaliar o que pode estar acontecendo e buscar corrigir eventuais problemas para este indicador melhorar", aponta o professor da USP de São Carlos e coordenador do estudo, Antonio Clóvis Pinto "Coca" Ferraz.