127 ANOS

Em um ano, Bauru avança em alguns pontos, mas segue com grandes desafios

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Douglas Reis/JC Imagens
Vista aérea da Nações, que receberá obras de drenagem
Vista aérea da Nações, que receberá obras de drenagem

Bauru completa 127 anos de sua emancipação político-administrativa neste 1 de agosto de 2023 e, embora tenha conquistado alguns avanços nos últimos 12 meses, ainda segue com grandes desafios, especialmente em relação a ações estruturantes em saneamento básico, como a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, a drenagem da avenida Nações Unidas e a redução substancial do volume de resíduos sólidos levado ao aterro sanitário.

São problemas que foram apontados pelo Jornal da Cidade na edição de aniversário do município do ano passado e que, até hoje, não saíram do papel. Dos cinco gargalos que desafiavam a gestão pública à época, cinco eram de saneamento básico: o abastecimento de água, o tratamento de esgoto, a destinação dos resíduos sólidos e a macrodrenagem urbana.

Havia, ainda, uma quinta área considerada prioridade: o asfaltamento, já que cerca de 65% das vias públicas estão com a pavimentação vencida há anos, além de haver muitas ruas de terra, embora, neste quesito, a atual administração tenha conseguido alguns avanços.

Até 2033, ou seja, nos próximos 10 anos, conforme prevê o novo Marco Legal do Saneamento Básico, Bauru terá de aumentar o tratamento de seu esgoto dos atuais 4,8% para 100%. Para tanto, terá de colocar em funcionamento a ETE Vargem Limpa, cujas obras foram iniciadas em 2015 e, desde setembro de 2021, está paralisada em razão de rescisão contratual e judicialização do caso. Recentemente, o Executivo encaminhou projeto de lei à Câmara para terceirizar a conclusão e posterior gestão da estação.

Esta obra, inclusive, deverá estar vinculada à solução de outro problema crônico da cidade: as enchentes na avenida Nações Unidas, visto que a execução da drenagem na via deverá ser cobrada como uma contrapartida da futura concessionária da ETE. Estudos concluídos em 2018 apontaram que a melhor saída para este gargalo seria a construção de quatro piscinões em áreas próximas à Nações, o que ajudaria a reter a água das enxurradas e destiná-la para o Córrego Água das Flores, hoje canalizado sob a avenida.

Porém, enquanto o projeto segue apenas no plano de ideias, o Executivo segue "apagando incêndios" em relação aos estragos. Trechos da via receberam placas de alerta e, quando chove forte, são bloqueados para evitar risco maior a motoristas e pedestres.

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