A erosão formada na área e o assoreamento da represa da Quinta da Bela Olinda, noticiada no JC de domingo último, pelas minhas experiências e opinião, o jeito é começar com o desvio de águas na parte alta, onde recebe maior volume de águas das chuvas, assim como na parte mais baixa da área paralela à represa, de modo a não perder a área represada. Assentar, na parte mais baixa, com pedras marroadas, blocos de concreto de construção civil somado com pneus velhos - estes ajudam a segurar as terras e gradativamente vão assoreando o "buracão" formado com as enxurradas.
Assim eu consegui eliminar a erosão de uma altura de mais de dez metros numa extensão de mais de cinquenta metros. Tudo começou por volta de 1993, quando do início da terraplenagem feita por Cohab e Prefeitura de Bauru para o início da construção de casas para desfavelamento na área desapropriada - o Vila Fortunato Rocha Lima. Faltou, para entes públicos, estenderem a preocupação com as terras vizinhas que receberam todas as águas das enxurradas, antes absorvidas por vegetação.
Outro detalhe importante para acabar com enorme "buracão" formado por grande quantidade de águas das chuvas é inclinar as terras para quebrar a continuidade da erosão. Construir plataformas de modo que formem bacias intercaladas. Assim, as águas das enxurradas acumuladas ao tempo das chuvas são absorvidas ali mesmo. Ajuda a natureza a reter as águas no subsolo que tanto precisamos para futuro próximo. São relato das experiências próprias que tive.