OPINIÃO

Para os incrédulos e hostis

Por Abel F. Marques Abreu |
| Tempo de leitura: 2 min
Delegado de polícia aposentado

Li (atento) o artigo do Caio Coube na edição de 26 do corrente do JC, na página de Opinião, e confesso a minha surpresa ao analisar os termos ali expressos com muita clareza, chancelados por uma pessoa provinda do alto clero do PSDB.

Observe-se que o articulista é o vice-presidente da Federação Partidária que reúne PSDB e Cidadania, em cuja titularidade encontramos o Arnaldo Ribeiro.

Caio Coube é de uma clareza absoluta quando analisa as importantes mudanças ocorridas no Brasil nos últimos 30 anos, destacando com ênfase que com a vitória de Lula a política que trata dos problemas reais, a política que constrói os consensos possíveis, está de volta, alegando, ainda que 'todos esses avanços ocorridos majoritariamente nos governos do PSDB (1995/2002); 2003/2015 do PT e 2016/2018 MDB, nunca foram reconhecidos pelo governo Jair Bolsonaro, que defendeu a guerra cultural, a liberação de armas e o questionamento das urnas eletrônicas. Esta obsessão de Bolsonaro contra as urnas acabou resultando em sua inelegibilidade", disse.

Caio continuou dizendo que a política recuperou o seu papel fundamental que é a formulação e o aprimoramento de políticas públicas para melhorar a saúde, a educação, o saneamento, a infraestrutura, o meio ambiente, a ciência e a atividade econômica.

A área econômica do governo, formada por Fernando Haddad na Fazenda e Simone Tebet no Planejamento, tem demonstrado muito realismo e projetos consistentes para que o objetivo no superávit fiscal seja atendido. Isto, além de aumentar a confiança dos agentes econômicos no governo, também contribui para a redução da taxa de juros, que estimula o investimento, que gera emprego e renda. Este é o caminho que precisa ser seguido para o Brasil continuar melhorando e vencer o desafio de acelerar o crescimento econômico, capaz de fazer a inclusão social, disse Caio, com sabedoria.

Sem ser petista e nunca ter votado no Lula, nem comungado com eventuais peripécias errôneas suas, não posso quedar-me diante dos principais atos governamentais que o presidente vem praticando em benefício do povo brasileiro, principalmente daqueles desguarnecidos da sorte e vivem à míngua, clamando pelas migalhas que sobram da mesa de muita gente que faz ouvidos moucos a tanta penúria. É hora de deixarmos de lado o antagonismo político e marcharmos juntos, sem hostilidades, torcendo para que os atuais mandatários consigam realizar um governo decente e probo que culmine na paz almejada por todos e fortaleça o bem-estar do nosso povo tão sofrido, injustamente. O Brasil lá fora já é outro e aqui dentro, também!

Só não enxerga quem não quer!

Parabéns, Caio, pela coragem do seu texto. Para um bom entendedor foi ótima a objetividade das suas linhas.

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