Importantes foram os avanços das negociações em torno da reforma tributária e do arcabouço fiscal. Tirante os tresloucados que apostam no fim do mundo e da democracia, os parlamentares demonstram um quase inédito senso de responsabilidade para com a estrutura socioeconômica do país. Incrível que o inelegível ex-presidente e futuro condenado ainda tenha algum papel de destaque em sua opinião ou ao menos é assim que ele pensa que possui.
Qualquer reforma complexa estará longe de ser perfeita, mas, ao menos, será um avanço em relação à inércia havida nas últimas décadas.
A aprovação histórica da reforma tributária, ainda que sem o aval do Senado e com foco na preservação de ricos e sonegadores, demonstra que quando o Parlamento quer, a sociedade pode melhorar. Foi, com certeza, uma disputa política para saber quem tem mais poder, Lira ou Lula, em que ambos saíram vitoriosos e com resultado benéfico. Lamentável foi ver os anacrônicos e submissos deputados do PL ainda defenderem o ex-presidente inelegível em seus discursos.
Interessante que o ex-candidato à presidência Ciro Gomes que tanto propalou a necessidade de reformas econômicas em sua campanha, continua a fazer sua especialidade: estar fora do país em momentos decisivos. Pena que ainda figure como membro do partido do grande Leonel Brizola.
A registrar que em um dos jornais da capital no final de maio, um leitor comparou o fluxo de arrecadação a uma reação química em que tudo vai de um lado para outro.
No entanto, o arcabouço fiscal aprovado na Câmara é como um catalisador nesse processo, visando a diminuir a energia desperdiçada e facilitar a obtenção do produto, que é o bem estar social em última análise.
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