A maior parte da população de Bauru é favorável à concessão do sistema de esgotamento sanitário municipal, projeto do governo Suéllen Rosim (PSD), diz levantamento realizado pela empresa Ágili Pesquisas e Marketing encomendado pelo JC. Outros 16% não sabem ou não responderam.
A pesquisa ouviu 450 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 5 a 8 de julho e utilizou critérios de sexo, idade, escolaridade, localização e faixa de renda para obter as estatísticas. A margem de erro é de 4,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Ao todo, 47,25% da população aprovam a concessão do esgoto de Bauru, enquanto 36,75% são contrários à medida. Na análise estratificada, a maioria dos contrários tem 60 anos ou mais. A parcela entre os que são favoráveis é maior entre aqueles entre 35 a 44 anos - opinam nesse sentido 52,53% do público.
Os dados evidenciam que o grupo mais favorável à medida é também o que melhor aprova o desempenho do governo Suéllen Rosim, conforme noticiou o JC na última sexta-feira (14).
Em termos gerais, homens são mais favoráveis à concessão do esgoto dentro dos 47,25% que aprovam a medida. Opinam nesse sentido 53,44% deles. Mulheres, enquanto isso, lideram as opiniões contrárias, com 39,81% de rejeição ao projeto entre os desfavoráveis.
O projeto que autoriza a concessão do esgoto foi encaminhado pela Prefeitura de Bauru à Câmara Municipal no mês passado. Duas audiências públicas sobre o assunto já foram realizadas - uma em junho e outra, na última sexta (14).
Para parte dos vereadores, no entanto, os encontros já promovidos não foram suficientes para sanar todas as dúvidas do que efetivamente significa conceder o sistema de esgoto.
Um dos apontamentos está no valor das contrapartidas da futura concessionária - a principal delas é a drenagem da avenida Nações Unidas, estimada em quase R$ 500 milhões. Há questionamentos sobre se a operação do esgoto, considerada complexa e custosa, seria viável a ponto de a empresa vencedora da concorrência pública garantir a medida.
Não bastasse isso, a prefeitura incluiu uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no Rio Batalha como outra obra de contrapartida e ao custo de R$ 129 milhões. O vereador Coronel Meira (União Brasil) não vê impedimentos à medida, enquanto outros, como Guilherme Berriel (MDB), preveem o contrário - especialmente com relação à drenagem.
Outra discussão está nos impactos da concessão do esgoto para o DAE. Isso porque o projeto prevê a operação comercial das contas de água e esgoto e também a troca de hidrômetros, o que garantiria uma cobrança mais efetiva das contas.
Para vereadores mais alinhados à defesa do serviço público, como Estela Almagro (PT), a concessão do sistema de esgoto abre caminho, por exemplo, à terceirização da autarquia Departamento de Água e Esgoto (DAE). O principal argumento é de que uma eventual entrega à iniciativa privada poderia encarecer o custo do serviço.
Na última sexta-feira (14/7), durante a audiência que retomou a discussão do assunto, um dos temas abordados foi a reestatização de várias empresas de saneamento básico em países da Europa. A medida vem na esteira do descontentamento da população e dos próprios governos com o encarecimento do setor.
Comentários
3 Comentários
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COARACY Domingues 18/07/2023Com a margem de erro de 4,6%, podemos dizer até que há empate ..... -
Marcelo Adriano Batista 18/07/2023FAKNEWS. 400 PESSOAS NÃO REPRESENTAM MAIS DE 400 MIL HABITANTES. OUTRA QUESTÃO QUE A PESQUISA NÃO PERGUNTOI É SE A POPULAÇÃO VAI PAGAR TODAS AS CONTRAPARTIDAS EMBUTIDAS NAS TAXAS DE ESGOTO. SE A POPULAÇÃO SOUBER DISTO VOTA CONTRA . TEM DINHEIRO P TERMINAR A ETE E QUEREM COLOCAR BAS COSTAS DO POVO P PAGAR MAIS TAXAS EMBUTIDAS . -
Helton 18/07/2023Pesquisa tendenciosa para o governo Suellen. Esta claro que mais de 90% reprovam a concessão de esgoto, aumentando o valor da tarifa!