POLÍTICA

Reforma tributária é essencial ao País, diz presidente estadual do Podemos

Por André Fleury Moraes | Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Bruno Freitas
Rodrigo Gambale, presidente estadual do Podemos-SP, esteve no Café com Política na sexta (14)
Rodrigo Gambale, presidente estadual do Podemos-SP, esteve no Café com Política na sexta (14)

Presidente estadual do Podemos, o deputado federal Rodrigo Gambale diz que "a oposição pela oposição" quando o assunto é a reforma tributária - tema estrutural para o País - leva a absolutamente nada e prejudica o debate parlamentar.

Gambale esteve em Bauru nesta sexta-feira (14) e, durante entrevista ao JC no espaço Café com Política, anunciou também a liberação de uma emenda parlamentar de R$ 500 mil ao Hospital de Base, demanda de seu principal aliado na cidade, o médico Dr. Raul (Podemos).

Também acompanhou Rodrigo, para além de Raul, o vereador Pastor Bira, filiado à legenda.

Na conversa, o deputado disse que as cirurgias eletivas estão entre as principais demandas que recebe e apontou estratégias que a legenda deve adotar para as eleições do ano que vem. A seguir, os principais trechos da entrevista.

JC - A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o texto-base da reforma tributária, considerada fundamental para o País. Qual avaliação o sr. faz do texto e quais foram as dificuldades enfrentadas no Congresso?

Gambale - A reforma foi necessária, é necessária e será maravilhosa para o Brasil. O que precisamos entender é que não podemos politizar tudo. Não vejo como houve um grupo político que se diz liberal e se posicionou contra a reforma. Reforma é como pizza: é boa por pior que seja.

Veja o caso do IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Todos os países desenvolvidos no mundo hoje utilizam essa modalidade de tributação. Enquanto isso, o sistema tributário do Brasil era considerado o pior do mundo ao lado da Índia - que saiu dessa classificação porque fez uma reforma. Ruim, mas fez.

O fato é que vivemos um processo de desindustrialização a partir dos anos 2000, com uma queda acentuada da participação da indústria no PIB - hoje em 12% -, problema causado em grande parte pela complexidade de nosso sistema tributário.

Um exemplo disso é o valor de tributos que foram levados a litígio e estão sob discussão na Justiça: R$ 7 trilhões. Isso equivale a três PIBs do Brasil parados na Justiça. Não podemos admitir isso. A mudança que aprovamos é essencial ao País.

JC - O sr. visita Bauru hoje para discutir estratégias políticas para o ano que vem. Na Câmara, o Podemos tem apenas Pastor Bira como vereador. Quais os passos para ampliar a legenda no município?

Gambale - Sempre que uma candidatura para a prefeitura envolve um nome forte o grupo de candidatos a vereadores também sobressai. Queremos fazer uma chapa orgânica, com os mesmos ideais do partido. E temos feito isso gradativamente. O próprio Dr. Raul, que será nosso candidato no ano que vem, é um exemplo disso.

Mas também vim a Bauru para anunciar uma emenda de R$ 500 mil, costurada junto com Raul, para o Hospital de Base. O valor será destinado ao custeio da saúde. Os hospitais precisam desses aportes, desses investimentos.

Temos uma demanda represada hoje em cirurgias eletivas, problema acentuado pela pandemia, mas também impasses com relação a situações de urgência e emergência. O setor, afinal, é prioridade para o País hoje.

JC - Houve um impasse recentemente sobre a incorporação do PSC, antiga legenda de Suéllen, pelo Podemos, partido do Raul. Isso causou algum atrito? Foi superado?

Gambale - Tudo acaba se acertando na política. Não foi diferente nesse caso. O Raul está no Podemos faz tempo, foi candidato a deputado, obteve uma quantidade relevante de votos e isso o credencia a permanecer na legenda.

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