BAURU

Pedido de menino de 7 anos, Capela Santo André é inaugurada com padre de Roma

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Capelinha Santo André, do menino Andrézinho, é a única com esse nome em Bauru
Capelinha Santo André, do menino Andrézinho, é a única com esse nome em Bauru

O domingo (9) foi de festa e bênçãos para um casal de bauruenses ao realizar o desejo do filho de 7 anos, que sonhava em ter uma capelinha no quintal de casa, no Novo Jardim Pagani, em Bauru. No período da manhã, os pais do pequeno André Luiz Scarabelo Maganha receberam a rede de apoio do menino, como parentes e os amigos, para a missa inaugural. A celebração foi ministrada pelo padre rogacionista Gilson Luiz Maia, que congrega e reside em Roma, na Itália, mas está por um breve período em Bauru, onde já foi pároco da igreja frequentada pela família, a Nossa Senhora das Graças (Casa do Garoto).

Conforme o JCNET noticiou na sexta-feira (7), o garoto surpreendeu, há cerca de dois meses, ao pedir uma capela para rezar. E foi contemplado. Com quatro metros de comprimento por três de largura, o espaço foi erguido no próprio imóvel, na quadra 2 da rua Marieta Manfrin dos Santos (confira a entrevista de vídeo).

Filho único do casal Eder e Jaqueline Maganha, Andrezinho é católico como os pais, mas a grande religiosidade é espontânea e própria, destaca a família. Segundo a mãe, o menino tem essa vivência de acompanha-los à missa. “Ele foi batizado assim que chegou (foi adotado recém-nascido, aos 40 dias). Mas essa adoração é particular dele”, comenta Jaqueline.

SACERDÓCIO

De acordo com os pais, apesar de a criança demonstrar vocação ao sacerdócio, não será influenciada para isso. “Muitas pessoas nos perguntam se o André vai ser padre quando crescer. Eu quero que o nosso filho seja feliz. Essa escolha vai ser dele. O que eu faço no momento é tentar realizar seus sonhos”, diz Jaqueline.

FÉ DA FAMÍLIA

Ela acrescenta que não pretendia ser mãe, mas o marido Eder desejava muito ser pai. Quando recebeu um telefonema do Conselho Tutelar de Bauru, informando que eles eram os próximos da fila de adoção, o coração dela foi tomado pelo fogo de Pentecostes que, segundo a Igreja Católica, inflama os corações de paixão para cumprir o propósito de Cristo, conta a mulher.

Jaqueline destaca ainda que André chegou à vida do casal em um momento especial: no dia da última radioterapia realizada em decorrência de um câncer na mama. “E um pouco antes do André chegar para gente a Jaqueline bateu o dedo na janela e a marca de sangue por debaixo da unha formou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foi uma benção, precedendo a chegada dele, o nosso presente de Deus”, crê o pai Eder.

A igrejinha do André foi batizada como Capela Santo André e passou a ser a primeira e única com esse nome em Bauru.

O pequeno André com a mãe Jaqueline, o pai Eder e o padre Gilson Luiz Maia
O pequeno André com a mãe Jaqueline, o pai Eder e o padre Gilson Luiz Maia
Andrezinho, de 7 anos, também usou o teclado na inauguração da capelinha
Andrezinho, de 7 anos, também usou o teclado na inauguração da capelinha
Mãe mostra que imagem de Nossa Senhora Aparecida apareceu em ferimento no dedo antes do filho chegar para eles
Mãe mostra que imagem de Nossa Senhora Aparecida apareceu em ferimento no dedo antes do filho chegar para eles
Rede de apoio, familiares e amigos prestigiaram a realização do desejo do menino
Rede de apoio, familiares e amigos prestigiaram a realização do desejo do menino

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