POESIAS EM OBRA

Rodrigues de Abreu com suas poesias reaparecem em novo livro


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Divulgação
Poesias de Rodrigues de Abreu; foto do livro ampliada no final
Poesias de Rodrigues de Abreu; foto do livro ampliada no final

A obra "Poesias de Rodrigues de Abreu" - sonetos e versos livres, organizada por J. R. Guedes de Oliveira, foi lançada este mês pela Editora Nova Consciência, de Capivari (SP). O livro contou com a colaboração de entusiastas e admiradores do poeta. Trata-se de uma obra que acolhe as principais poesias de Rodrigues de Abreu, entre tantas outras de qualidade.

O livro é dividido entre sonetos (da época parnasiana do escritor) e versos livres (do seu modernismo ou pós-modernismo). "Seja de uma forma ou de outra, o poeta trilhou o seu próprio caminho e, do seu esplêndido romantismo, fez alto a poesia brasileira e universal. Resgata-se, pela iniciativa, mais um pouco da memória do saudoso vate capivariano-bauruense", informa o material de lançamento.

VIDA E OBRA
Em 1919, numa tentativa de estreia na literatura poética, Rodrigues de Abreu (1897-1927), então com apenas 22 anos, lançou um opúsculo de poucos sonetos, com o título de "Noturnos". No entanto, descontente por razões que ainda não se sabe (pensa-se que talvez seja o início do seu repúdio ao parnasianismo), manda recolher e incinerar todos os exemplares.

Em 1924, ele reuniu as suas poesias modernas, de versos livres, com a forte influência de Walt Whitman e Tagore, com o título de "A Sala dos Passos Perdidos". Com essa obra, abriu o horizonte de sua grandeza literária, provocando, na época, os grandes murmúrios de intelectuais jubilosos de tanto talento e profundos versos.

Drummond de Andrade, Cassiano Ricardo, Monteiro Lobato, Amadeu Amaral, Menotti Del Picchia, Manoel Bandeira, Silveira Bueno, Paulo Setúbal, Otto Maria Carpeaux e tantos outros, principalmente os críticos ferozes de então, curvaram-se na leitura de uma obra monumental.

Tamanha foi a repercussão do livro, que o poeta chegou às portas da Academia Brasileira de Letras. Não foi lhe concedido o prêmio literário, em 1924, por razões várias. Assim escreveu, em termos jocosos, o professor doutor Carlos Lopes de Mattos, em sua obra "Vida, Paixão e Poesia de Rodrigues de Abreu": "Seria honra demais para a obsoleta Academia daquela época ter dado atenção à insignificante obra de Abreu..."

Passados três anos, ou seja, em 1927, data do seu obituário, o poeta lançou "Casa Destelhada". Nessa obra há presença marcante do modernismo ou pós-modernismo. Ainda há a ressonância de sua genialidade poética, com todos os seus pendores para o romantismo, a dor, o vazio, a saudade e a melancolia. "Casa Destelhada" é o título da própria vida do poeta, do próprio sofrimento que carregou ainda na flor da idade.

SERVIÇO
Interessados em adquirir a obra podem entrar em contato pelo e-mail: j.r.guedesdeoliveira@gmail.com

O POETA
Benedito Luís Rodrigues de Abreu (foto abaixo) nasceu em Capivari, em 1897. Além de poeta, foi orador, ator e desportista. Seu primeiro contato com a poesia aconteceu ainda na infância, mas seu primeiro livro, "Noturnos", foi publicado em 1919. O poeta morou em Bauru, onde faleceu em 1927, deixando importantes obras. Hoje, Rodrigues de Abreu nomeia escolas, praças e a Biblioteca Central da cidade.

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