BLUMENAU

Fora da Oktoberfest, turista tem disponível museus, parques e restaurantes

Por Lucas Alonso |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Parque da Vila Germânica sedia a Oktoberfest, mas no resto do ano continua bastante ativo
Parque da Vila Germânica sedia a Oktoberfest, mas no resto do ano continua bastante ativo

Os 40 mil metros quadrados da Vila Germânica, no coração de Blumenau (SC), são velhos conhecidos de quem já foi ou ao menos ouviu falar da Oktoberfest. Considerada a maior festa alemã das Américas, o evento reúne milhares de amantes de cerveja todos os anos.

Em 2022, por exemplo, a cidade curou de vez a ressaca dos dois anos anteriores em que o festival precisou ser cancelado devido à pandemia de coronavírus. Foram mais de 634 mil pessoas em 19 dias de festa cifra que equivale a quase o dobro da população de Blumenau. Entre músicas e comidas típicas, foram consumidos, segundo a Secretaria Municipal de Turismo, 683 mil litros de cerveja.

A edição 2023, de 4 a 22 de outubro, promete ser ainda maior, com mais dias de entrada gratuita. A venda de ingressos começou no início de maio, pelo site oficial do evento.

Mas nem só de cerveja ou melhor, de Oktoberfest vive o turismo de Blumenau. A cidade tem outras atrações, que incluem desde museus e parques até hotéis luxuosos.

O QUE FAZER EM BLUMENAU
> Passeio panorâmico
O jeito mais prático e rápido de conhecer boa parte da cidade é fazer o passeio panorâmico de ônibus que percorre quase 30 dos principais pontos turísticos.

Por R$ 70 e durante quatro horas, a experiência conduzida por guias mostra tudo, desde o centro histórico até a Ponte de Ferro, um dos cartões-postais, passando por locais cheios de história e curiosidades. É possível conhecer, por exemplo, o cemitério de gatos e o teatro Carlos Gomes, envolto em lendas.

> Museu da Cerveja
Quem não quer sair de Blumenau sem saber mais sobre sua tradição cervejeira pode conhecer o museu dedicado à bebida. Além de entender todo o processo de fabricação, o tour guiado explica como a cerveja está diretamente relacionada às raízes de Blumenau, hoje considerada a capital nacional da bebida.

Lá você entende também como a Oktoberfest, para além do fenômeno turístico, é uma expressão da resiliência da cidade, atingida por enchentes históricas que deixaram centenas de mortos ao longo das últimas décadas.

Há, claro, degustação inclusa no passeio. A dica é experimentar a Catharina Sour, resultado do primeiro estilo brasileiro de cerveja reconhecido internacionalmente. Existem rótulos com maracujá, pêssego, jabuticaba. Este repórter provou e adorou, mas, um spoiler: a acidez faz dela algo na linha "ame ou odeie". O Museu da Cerveja abre todos os dias, das 9h às 19h. O ingresso custa R$ 60.

> Parque da Vila Germânica
Outra atração normalmente relacionada à bebida, mas que deve agradar vários públicos é o Parque da Vila Germânica, que sedia a Oktoberfest. No resto do ano, o local continua bastante ativo. Em datas especiais, como a Páscoa e o Natal, a decoração característica enche os olhos dos visitantes.

Há ainda feiras sazonais voltadas, por exemplo, a setores como o de casamentos e de móveis, que atraem, consumidores e empresários. Além disso, as dezenas de restaurantes do local, vários deles no tradicional estilo enxaimel, servem a típica comida alemã diariamente.

> Museu da Hering
Fora do tema gastronômico, uma atração é o Museu da Hering, marca da indústria têxtil, que nasceu em Blumenau. O espaço exibe, além dos primeiros passos da empresa e alguns de seus feitos, registros históricos de como a criação da fábrica ajudou a cidade a se desenvolver.

Um charme a mais no passeio é a visita ao jardim suspenso idealizado pelo famoso paisagista Roberto Burle Marx, o mesmo que projetou o calçadão de Copacabana. A visita é gratuita e pode ser agendada no site da Fundação Hermann Hering.

ONDE COMER
O orgulho blumenauense de suas origens alemãs se traduz com muita clareza na gastronomia. O jovem restaurante Norden Bar & Biergarten, por exemplo, inaugurado ainda durante a pandemia em uma casa de 125 anos, serve o que talvez seja o melhor schweinehaxe (joelho de porco assado acompanhado de chucrute e dumplings) que você pode provar na cidade.

Já o Senac Blumengarten honra o prédio histórico que ocupa, sede da primeira maternidade de Blumenau, e ajuda a formar todos os anos novos futuros nomes da alta gastronomia. É o restaurante de onde você não pode sair sem provar o tradicional schnitzel (carne suína empanada) e o clássico strudel de maçã.

COMO CHEGAR
Para quem vai de avião, o aeroporto mais próximo é o de Navegantes, no litoral de Santa Catarina. De lá, há várias opções de transfer até Blumenau. O serviço custa R$ 60, e o trajeto dura cerca de uma hora.

Você pode escolher, claro, um caminho por outras cidades da região, como Joinville ou mesmo a capital, Florianópolis. Nesse caso, o critério é a posição geográfica ou quanto tempo você está disposto a passar na estrada o que pode ser uma boa maneira de conhecer outras atrações nas redondezas.

Quem não quer sair de Blumenau sem saber mais sobre sua tradição cervejeira pode conhecer o museu dedicado à bebida (crédito: Divulgação)
Quem não quer sair de Blumenau sem saber mais sobre sua tradição cervejeira pode conhecer o museu dedicado à bebida (crédito: Divulgação)

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