Deixar o pet seguro e confortável durante a viagem é fundamental. Mas planejamento também é importante para um passeio tranquilo. Por isso, o tutor deve ficar atento às condições do animal e às orientações de segurança, independente do trajetos. Filhotes e animais idosos precisam de atenção especial e, às vezes, levá-los pode não ser recomendável, assim como gatos. Nesses casos, hotelzinho, hospedagem domiciliar ou a contratação de um pet sitter devem ser avaliados.
Mas, antes de a família partir com ou sem o animalzinho é importante assegurar que o bichinho esteja com a caderneta de vacinação em dia. O comprovante pode ser solicitado no destino e em creches para os peludos.
A veterinária Thais Matos, especialista da área de Confiança e Segurança da DogHero, aponta cuidados para aproveitar a viagem:
PETS NO CARRO
- Cinto de segurança - todos devem utilizar o equipamento, inclusive os pets. Há modelo específico oara eles, que funciona como um extensor, fixado no fecho do cinto do carro e ao peitoral do animal. Para os felinos, a caixa de transporte também precisa ficar presa no cinto de segurança.
- Pets no banco de trás - animais de estimação devem ficar sempre no banco traseiro, onde estará mais seguro, e não no chão - espaço para colocar os pés dos passageiros. Para deixar o pet mais tranquilo, o tutor pode colocar a caminha dele no banco. Caso o veículo tenha ar-condicionado, o ideal é deixar em temperatura neutra - nem quente nem fria.
- Sem orelhas ao vento - cachorros adoram ficar com a cabeça na janela. Mas tomar aquele ventinho não é conveniente porque pode provocar dor de ouvido, além de causar irritação nos olhos.
- Capas protetoras - além de não deixar o cãozinho escorregando no banco, protegem as portas do veículo. As capas protetoras, incluindo modelos impermeáveis, podem deixar a viagem mais confortável.
- Contra enjoo- alguns pets costumam enjoar durante viagens de carro e, por isso, o veterinário deve ser consultado antes do embarque. O especialista indicará a melhor forma de transporte e avaliará a necessidade de medicamento. Nenhum remédio deve ser oferecido ao animal sem a prescrição do veterinário.
'VERME DO CORAÇÃO'
Antes de viajar, é preciso tomar alguns cuidados. Se o passeio for para a praia, a preocupação é a dirofilariose, doença silenciosa conhecida como verme do coração. É comum nas regiões litorâneas.Ela é transmitida por mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. Enquanto se alimentam, contaminam o animal com as larvas, que migram pelos tecidos do corpo em direção ao coração e artérias pulmonares. Ali, os vermes se tornam adultos e podem atingir até 30 cm de comprimento. Otutor pode demorar a descobrir que o pet está doente. Isso porque os sintomas como perda de peso, tosse, dificuldade para respirar e cansaço ao fazer atividades só aparecem depois de alguns meses da infecção. O diagnóstico deve ser feito por meio de exames complementares, mas, sem o tratamento a tempo, o cachorro pode sofrer insuficiência cardíaca e morrer. Antes de viajar, vale ver com veterinário a melhor forma de prevenção: comprimidos mensais, aplicação de produto sobre a pele ou injeção que protege por um ano. Coleiras que servem como repelentes também ajudam a manter o mosquito.