Políticas públicas de entretenimento, lazer, esporte e cultura são as que os adolescentes mais precisam para seus desenvolvimento psíquico e social. Entretanto, aqui em Bauru essas iniciativas são escassas.
Pior, muitas vezes ao invés de políticas públicas priorizam a repressão. Não que em certos momentos não seja necessário, mas não pode ser o praxe.
O caminhão palco da Secretaria Municipal de Cultura, que poderia levar entretenimentos para os jovens e todas as comunidades em bairros de Bauru, praticamente não funciona.
E quando jovens da periferia resolveram se divertir e encontrar todos os finais de semanas no Vitória Régia, a grita foi geral.
Lógico que ocorriam alguns delitos (mas não podemos generalizar e sim punir os responsáveis), mas foi o estopim para que alguns moradores e comerciantes se insurgissem contra o movimento. Muitos pobres e negros juntos incomodou muita gente e ocorreu a higienização social e expulsaram todos de lá do Vitória Régia.
Voltando um pouco ao passado, em Bauru tínhamos dois clubes frequentados principalmente por jovens dos bairros que eram o Bancários e o Flash Dance. Não tiveram seus alvarás renovados e por causa disto centenas de jovens ficaram órfãos de uma boa discotheque aos finais de semana.
Citei estes exemplos para explicitar que temos que dar oportunidades e inclusão social para nossos jovens para eles não se tornarem presas fáceis da criminalidade. É lógico que em certos momentos é preciso a intervenção policial, mas temos que priorizar as políticas de lazer, esporte, cultura e entretenimento aqui em Bauru. Debate este que deveria ser prioridade para prefeitos e vereadores, mesmo porque no ano que vem tem eleição.
Não podemos conviver passivamente com higienização social.
PS - E o cumprimento da Lei do Aprendiz, que reserva vagas para jovens nas empresas, é essencial que seja cumprida na cidade porque trata-se de uma ótima inclusão social.
Mas é preciso fiscalizar!