O prazo exíguo para a Câmara analisar o projeto que autoriza o governo Suéllen Rosim (PSD) a conceder o sistema de esgoto de Bauru à iniciativa privada preocupa o PSDB de Bauru. A posição da legenda foi externada em reunião interna realizada na manhã deste sábado (24).
A sigla acredita que não há quaisquer chances de que a proposta tramite e seja aprovada pela Câmara no cronograma de 60 dias previsto pelo governo.
Outro impasse à concessão, segundo avalia da legenda, é a inclusão do projeto e obra de drenagem urbana na avenida Nações Unidas. A sigla acredita que o custo da contrapartida retira a possível atração de empresas à disputa pela concessão do sistema de esgoto.
O PSDB ainda manifestou apreensão sobre as consequências reais da concessão para o Departamento de Água e Esgoto (DAE). A sigla teme que o projeto fragilize economicamente a autarquia.
A prioridade, disse ao JC o tucano Caio Coube, deveria ser a finalização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, obra iniciada há quase uma década e até hoje inacabada.
“O Fundo de Tratamento de Esgoto, que tem R$ 200 milhões em caixa, poderia bancar isso”, afirmou Coube.
Outro assunto discutido no encontro foi a revitalização do Centro de Bauru. O partido apontou para a necessidade de se incluir a antiga Estação Ferroviária no projeto.
“Não faz sentido você fazer algo na Machado de Mello e desconsiderar o prédio histórico que deu vida àquele local e fica logo em frente à praça”, destacou Coube.
As eleições do ano que vem também estavam na pauta. Existe praticamente um consenso no PSDB de que o partido pode abrir mão de um candidato próprio a depender do cenário de 2024.
Até o momento, não há chances de que a legenda componha o grupo da prefeita Suéllen Rosim (PSD) no ano que vem.