OPINIÃO

Uma história de amor

Por Paulo De Marchi Sobrinho |
| Tempo de leitura: 1 min
Leitor e colaborador. e-mail - adv.demarchi@outlook.com

Éramos da idade da puberdade, brincadeiras de rua, futebol, escola etc. Alguns já começaram a namorar. Essa história é de um menino e uma menina que iniciaram um namoro lindo.

Ele, garoto forte, bem penteado, tinha até "topete", como amigo, era meu herói, já uns meses mais velho. Ela, uma princesinha, bonitinha, meiga, eram até admirados pelos abraços e "bitocas" que no dicionário da Hebe Camargo se tornou "selinho", quando vistos voltando da escola.

Ainda jovem (16 anos), ele jogou futebol, sendo goleiro titular absoluto do "Meia Lua Futebol Clube", um time bela-vistense da então "várzea", hoje futebol amador, até ganhou o apelido de pula-pula, casaram-se e foram morar na rua 12 de outubro, imensamente felizes, um casal perfeito.

Ele tornou-se ferroviário da Cia. Paulista de Estrada de Ferro. Certo dia, ao sair do emprego, às 24 horas, a caminho de sua casa, avistou ladrões tentando roubar o Jipe dos pais do dr. Célio Parasi. Célio era da nossa turma. Na sua inocência, não imaginava a maldade humana, foi obstar o roubo levando um tiro no peito, que findou sua vida precocemente (nunca identificaram o autor do latrocínio).

A menina jurou amor eterno, nunca mais casou, embora bonita, viúva, decidiu ficar só. De bondade imensa cuidou da mãe adoecida e de parentes adoecidos sendo bastante admirada por seus gestos. Embora foram poucos anos de casamento, dificilmente se via um amor igual, dedicados um ao outro.

Gente, perdoem-me, impulsionado pelas gratas lembranças e por vê-la agora morta (faleceu neste dia 20.06.2023), sinto-me na obrigação de homenagear "pós mortem" Jair Rodrigues de Souza e Wanda Louzada de Souza, por ser testemunho desta linda história de amor.

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