Alvo de tratativas entre a prefeitura e proprietários de lotes, a via de terra que passa atrás do Aeroclube poderia contribuir para melhor distribuir o fluxo de veículos na zona sul da cidade. Considerado um dos gargalos viários de Bauru, o trecho liga a avenida Odilon Braga, na altura da Base do Grupamento Aéreo da PM, à rua Chaim Mauad, próximo ao Bauru Shopping, e era muito utilizado por motoristas e pedestres pela agilidade que garantia entre quem vinha da avenida Getúlio Vargas ou da Vila Cidade Universitária.
Porém, como se trata de área privada, o acesso foi bloqueado com morros de terra, em ambos os sentidos, por um dos proprietários dos lotes, em setembro de 2022. No último fim de semana, durante a realização do 8.º Arraiá Aéreo - Inspirando Gerações, nas dependências do Aeroclube, o congestionamento registrado no entorno do aeródromo deixou ainda mais evidente a necessidade de uma via alternativa naquela região.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) informou que iniciou um projeto com o objetivo de definir as diretrizes viárias para a área, visando, futuramente, conectar as avenidas Chaim Mauad e Odilon Braga. "Neste espaço existem várias propriedades particulares que são ainda glebas, ou seja, não possuem parcelamento", ressalta a pasta.
Após a elaboração das diretrizes viárias, caberá aos proprietários destas áreas protocolar pedido de aprovação de empreendimentos residenciais ou comerciais, sendo esta última possibilidade mais provável, dadas as características daquela região. Cabe destacar que, neste momento, não há um prazo definido para a realização de obras", completa a Seplan.
DOAÇÃO X DESAPROPRIAÇÃO
Em dezembro do ano passado, o Executivo bauruense promoveu uma reunião com os donos dos terrenos, que terminou sem consenso. Na época, a prefeitura informou que não considerava a possibilidade de desapropriar áreas para viabilizar o acesso.
Uma fonte ouvida pelo JC informou que este seria o procedimento mais rápido para solucionar o impasse e liberar o trajeto. Mas demandaria uma justificativa bem fundamentada, que comprovasse a necessidade de haver uma via no local. Caso contrário, a prefeita poderia incorrer em ato de improbidade administrativa.
"Aquela rota encurta distâncias, mas existem outras que permitem o acesso da região do shopping até a Getúlio e vice-versa. Além de fazer um estudo mais detalhado, a prefeitura teria de pagar aos proprietários valores equivalentes ao custo do metro quadrado naquela região", alega o especialista.
Em entrevista ao JC em dezembro de 2022, a prefeita defendeu a necessidade de áreas serem doadas para viabilizar uma futura avenida no local. Contudo, ainda estudava opções de rotas para a via, de modo que não comprometesse mais um lote do que outros, uma queixa dos proprietários.
Diante do imbróglio, o engenheiro Archimedes Raia Junior, especialista em segurança viária, avalia que a prefeitura terá de optar por promover as desapropriações necessárias ou, então, negociar as doações mediante a apresentação de um estudo que demonstre como aqueles lotes serão valorizados com as benfeitorias urbanísticas.
"É uma ligação útil para evitar o deslocamento até a outra ponta do Aeroclube para ir em direção à Getúlio ou à região do shopping. E ela é importante para dar sequência ao planejamento viário, visando garantir uma maior acessibilidade nos bairros", argumenta.
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José Marcelo Ravanhan 16/06/2023O mesmo acontece com a região do vanuiire e pousadas 1 e 2,A avenida ROSA IZZO FILHO ,COMECA NO ENTRONCAMENTO DA MARECHAL RONDON E TERMINA NUM REMANESCENTE DO CÓRREGO BARREIRINHO PROX AS VILAS ADJACENTES E NAO SE CONSEGUI A CONCLUSÃO DA AVENIDA QUE ENCURTARIA EM 6 KM O ACESSO A RODOVIA QUE LIGA O AEROPORTO ESTADUAL MUSSA KALLIL TOBIAS. Dando a essa região a importância e elevando o patamar da zona norte ao que e hoje a região da MARY DOTA.