PLANEJAMENTO

Precisamos de política de acolhimento permanente, diz Segalla

Por André Fleury Moraes | da Redação
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André Fleury Moraes
O vereador José Roberto Segalla (União Brasil)
O vereador José Roberto Segalla (União Brasil)

O governo teria um resultado muito mais eficiente no acolhimento à população em situação de rua na época do frio se tivesse uma política de assistência social permanente nesse sentido.

Quem diz é o vereador José Roberto Segalla (União Brasil), que não gosta nem um pouco do termo "ações emergenciais". "Se é emergencial é porque não houve planejamento prévio", critica.

Promotor público, engenheiro e professor universitário aposentado, Segalla lecionou disciplinas sobre organização durante 20 anos e não esconde o gabarito que tem para falar sobre o assunto. "Estou me propondo a ajudar".

"Será que temos servidores suficientes para realizar trabalho na ponta e ir até os moradores? Temos a quantidade de veículos necessária para essas ações?", questiona o parlamentar, que responde logo em seguida: "Não sabemos. A prefeitura não divulga esses números".

Segalla celebra, por exemplo, a tradicional campanha do agasalho - que já se iniciou e conta com pontos de coleta em dezenas de pontos comerciais de Bauru. Mas faz uma ressalva: quando, afinal, as roupas serão entregues?

"O frio já começou. Vão distribuir quando acumular uma tonelada? E até lá as pessoas passam frio?", destaca o vereador. Uma política de acolhimento permanente resolveria todos os problemas, avalia Segalla.

Para o parlamentar, a Secretaria de Bem-Estar Social (Sebes) poderia mobilizar seus servidores em torno de um departamento, por exemplo, e implementar um projeto continuado. "Não queremos improviso", afirma.

Outra alternativa, para além do acolhimento, seria realizar frentes de trabalho para promover ações de inclusão social à população em situação de rua.

"Locais como o Centro Pop são temporários. Se criássemos uma casa de acolhimento e déssemos emprego a essas pessoas, como a zeladoria urbana, começaríamos a tirá-los da rua", explica.

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