VIDA DIGITAL

‘Essa foi a gota d’água’, afirma Drake, sobre uso de sua voz em deepfake

Por FolhaPress |
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O rapper Drake não gostou nada de saber que sua voz foi usada para a gravação de uma música
O rapper Drake não gostou nada de saber que sua voz foi usada para a gravação de uma música

O rapper Drake não gostou nada de saber que sua voz foi usada para a gravação de uma música inédita, sem sua autorização. A artista americana Ice Spice usou o deepfake, uma ferramenta de inteligência artificial, para inserir a voz de Drake em sua nova música, "Munch".

"Essa foi a gota d'água", escreveu o rapper, em suas redes sociais. A clonagem da voz pelo uso de deepfakes na indústria musical suscita uma polêmica sobre direitos autorais.

Neste ano, a gravadora Universal fez um apelo às plataformas de streaming, na tentativa de impedir que empresas de tecnologia usem músicas de seu catálogo para o "treinamento" da tecnologia de inteligência artificial.

"Temos uma responsabilidade moral e comercial com nossos artistas de trabalhar para barrar o uso não autorizado de suas músicas e impedir que as plataformas reproduzam conteúdo que viole os direitos de artistas e outros criadores, disse um representante da Universal.

Atualmente, é fácil encontrar na internet manipulações desse tipo. Um cantor entoando um sucesso de outro artista, por exemplo. Há versões de Rihanna interpretando "Cuff It", de Beyoncé, ou Travis Scott cantando "For the Night", de Pop Smoke.

Nos Estados Unidos, os debates sobre deepfake e direitos autorais só aumentam junto às plataformas de streaming. Alguns especialistas defendem uma regulamentação para definir os limites do uso da inteligência artificial no mercado fonográfico.

O QUE É DEEPFAKE?

Deepfake é uma tecnologia que usa inteligência artificial (IA) para criar vídeos falsos, mas realistas, de pessoas fazendo coisas que elas nunca fizeram na vida real. A técnica que permite fazer as montagens de vídeo já gerou desde conteúdos pornográficos com celebridades até discursos fictícios de políticos influentes. Circulam agora debates sobre a ética e as consequências da tecnologia, para o bem e para o mal.

O canal Techtudo (http://www.techtudo.com.br) explica que o termo deepfake apareceu em dezembro de 2017, quando um usuário do Reddit com esse nome começou a postar vídeos de sexo falsos com famosas. Com softwares de deep learning, ele aplicava os rostos que queria a clipes já existentes. Os casos mais populares, informa o Techtudo, foram os das atrizes Gal Gadot e Emma Watson. A expressão deepfake logo passou a ser usada para indicar uma variedade de vídeos editados com machine learning e outras capacidades da IA.

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