Pirajuí - Atendendo a pedido do Ministério Público (MP), o Tribunal de Justiça (TJ) aumentou a pena imposta a condenado em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) por feminicídio, estupro e fraude processual. A sentença passou de 23 anos para 31 anos e seis meses, em regime inicial fechado.
Na denúncia, o promotor Nelson Aparecido Febraio Junior narra que a vítima era ex-companheira do réu e que ele a matou por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e com uso de meio cruel. Ainda conforme os autos, o acusado praticou os crimes por ciúme, ao saber que a ex-mulher estaria se relacionando com outra pessoa. Após estuprar e matar a vítima, o homem lavou o local e escondeu as roupas de cama sujas de sangue para "dificultar os trabalhos policiais e judiciais". Ao recorrer com o objetivo de majorar a pena, Febraio Junior citou as consequências gravíssimas do crime, uma vez que uma das filhas da mulher passou a sofrer de transtornos psiquiátricos depois de encontrar a mãe morta.