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Bauru precisa de uma força-tarefa contra carros abandonados, defende Rodrigues

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Isabele Scavassa/JC Imagens
Júnior Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Bauru, não descarta parceria com setor privado para fazer retiradas
Júnior Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Bauru, não descarta parceria com setor privado para fazer retiradas

Presidente da Câmara de Bauru, o vereador Júnior Rodrigues (PSD) defende uma força-tarefa do município para retirar veículos abandonados das ruas do município. Para o parlamentar, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdurb), responsável pelo serviço, não tem dado conta da demanda - que cresce a cada dia sem que haja uma fiscalização efetiva.

Prova disso são os números de automóveis notificados ou retirados das vias nos últimos anos. Os índices despencaram de 2021 até hoje: foram 52 carros recolhidos em 2019 e 30 em 2020 contra 3 em 2021 e apenas 6 em 2022.

"Isso é um problema também de saúde pública. Até porque a carcaça dos veículos pode se tornar criadouro do mosquito Aedes aegypti [transmissor do vírus da dengue] ou esconderijo de drogas, por exemplo", critica.

Recentemente, aliás, o presidente mostrou em discurso na Câmara que uma obra do Departamento de Água e Esgoto (DAE) precisou ser alterada porque uma carreta abandonada interditava a via. O veículo, segundo Rodrigues, estava no mesmo local havia anos.

Problema semelhante aconteceu num projeto de recapeamento asfáltico. Uma carcaça de caminhão também impedia a continuidade do trecho e a obra precisou ser desviada. "Isso é inadmissível", lamenta.

Segundo o presidente da Câmara, as notificações da Emdurb - que dão prazo para que o proprietário do veículo abandonado retire o automóvel da via pública - são muitas vezes infrutíferas.

"Há casos em que o proprietário apenas desloca o veículo de lugar para driblar a autuação. Isso porque o documento diz que o automóvel está em um determinado trecho, em frente a um determinado ponto. Se você move o veículo, o objeto da notificação inicial se perdeu", denuncia.

Para Júnior, a manobra dos proprietários simboliza uma brecha na lei de 2013 que regulamentou a questão envolvendo veículos abandonados na zona urbana. "É uma falha que precisa ser corrigida. E isso não envolve só a Câmara", pontua.

O problema se torna ainda mais temerário, segundo o presidente da Câmara, quando os veículos estão próximo a praças ou escolas. "Como não há fiscalização sobre o que há dentro das carcaças, crianças e jovens ficam expostos a perigos desconhecidos", alerta.

"Sem contar as consequências para a própria zeladoria urbana. Veículos esquecidos nas ruas tiram o brilho da cidade, que ganha um ar de abandono", complementa.

Para além de uma força-tarefa, o vereador defende também um "pente-fino" sobre cada um dos veículos para descobrir se há um mesmo proprietário abandonando mais de um automóvel nas ruas de Bauru.

E se a Emdurb avaliar que não consegue promover uma ampla fiscalização sozinha, aposta Rodrigues, o governo poderia avaliar uma parceria com o setor privado para cumprir a tarefa. "Não basta ter o canal de denúncia. Precisamos remover os veículos. E qualquer esforço para isso é válido", diz.

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