A Lagoa da Quinta da Bela Olinda, em Bauru, apelidada por muitos de "lagoa da morte" devido às dezenas de vidas que foram perdidas ali, fez mais uma vítima fatal neste final de semana, após João Paulo Silva Ferreira da Cruz, de 42 anos, se afogar no local. Por conta do acidente, a prefeita Suéllen Rosim (PSD) informou que aumentará a quantidade de placas de sinalização na área e estuda a possibilidade de cercar o espaço com alambrado. Porém, afirma que não há um projeto pronto para revitalização e solução definitiva do problema a médio prazo.
Segundo o boletim de ocorrência (BO), testemunhas relataram à Polícia Militar (PM) que, por volta das 15h30 de sábado (20), viram um homem caminhando em direção à lagoa com uma garrafa na mão, aparentemente embriagado. Horas depois, moradores perceberam que o indivíduo ainda não havia retornado e acionaram o Corpo de Bombeiros, que encontrou a vítima já em óbito. João Paulo foi identificado no Instituto Médico Legal (IML) da cidade por um sobrinho, na manhã de domingo (21).
Este foi o primeiro caso de morte na lagoa neste ano. Anteriormente, em março de 2021, um homem de 56 anos se afogou no local e, em novembro de 2020, um jovem de 21 anos perdeu a vida da mesma forma. A estimativa da prefeitura é que, desde 2010, cerca de 100 pessoas morreram na represa, que não é indicada para lazer.
Uma das explicações para os afogamentos são os perigosos desníveis. Uma batimetria feita em 2019 aponta que, em um trecho a partir da margem da lagoa, a profundidade varia bruscamente de 23 centímetros para 5,60 metros. Em outro ponto, a oscilação vai de 54 centímetros para 6,72 metros. Já o ponto mais profundo chegava a 9,91 metros.
MEDIDAS
A prefeita Suéllen Rosim lamentou o acidente e afirmou que o Executivo fará a reposição das placas com alertas de afogamento furtadas e ainda ampliará o número de sinalizações, bem como reforçará as barreiras de terra que impedem a entrada de pessoas e veículos na área. "Também pedi à Secretaria de Obras um levantamento para analisar a possibilidade de cercar o espaço com alambrado, para dificultar o acesso", destaca.
Contudo, ainda não há estimativa de, a curto prazo, realizar intervenções para solução definitiva dos problemas, como a revitalização do espaço, aterramento do lago para reduzir a profundidade ou até o seu esvaziamento.
"Existem muitas obras de infraestrutura no bairro e na região, e pretendemos fazer com que uma das ações de contrapartida contemplem a revitalização da lagoa. Mas ainda precisamos elaborar o projeto definitivo do local. Então, é algo que será realizado a médio prazo (de 3 a 10 anos)", conclui a prefeita, mencionando que avaliará o que pode ser aproveitado de em um estudo de urbanização da área que foi mostrado ao Executivo em 2021.
Nesta segunda-feira (22), o assunto também foi tratado na Câmara Municipal. "Nos últimos anos, já foram apresentados vários projetos arquitetônicos com soluções para a lagoa, porém, ainda não foi encontrada uma solução definitiva para o problema", disse o vereador Markinho Souza (PSDB), durante sua fala na tribuna.
Comentários
1 Comentários
-
Jose Marcelo Ravanhan 24/05/2023Compete a prefeitura fazer o esvaziamento da represa e a limpeza do local pois certamente a carcaças de carros ,motos e demais objetos no fundo desta lagoa,já passou da hora do poder público tomar a iniciativa de fazer o que já deveria ter feito a época da instalação do núcleo habitacional beija flor nos idos da década de 80.