Em duas semanas seguidas, ganhei o livro "Mudança de Rumo" (Editora Ceac), repetição de presentes que indicava que deveria lê-lo. E li no sossego da alma. (Amo ganhar livros). Nunca havia havia lido um livro seu. Mantive um ou outro contato com você, nos idos de 2003, ou mais adiante, por conta de apresentações de eventos que fiz às entidades assistenciais - mestre de cerimônias, discursando com voz empostada, saindo da palavra escrita e indo à voz, alegria de sempre. (Nunca ganhei nada por isso, mas ninguém mais me chama para fazer.)
Pois nestes tempos estranhos - Umberto Eco, em o "Pêndulo de Foucault", na voz do personagem Diotallevi, disse: "(...) Não se começa nada com pois (...) - mas começo e continuo. Nestes tempos de desamor, quando as pessoas misturaram política e religião, ideias pessoais ou conjuntas com crenças, por vezes crenças estapafúrdias, prejudicando-se ou prejudicando outros, espalhando raiva, ódio, violências verbais, digitais e físicas, como se o mundo da revolução tecnológica tivesse retrocedido. Tudo, depois da pandemia de Covid-19, que, pelas incompetência governamental e negacionismo científico, à época, resultou em cerca de 700.000 vítimas no Brasil. Tragédia! Genocídio!
Tudo indica que o mundo não aprendeu com outra catástrofe depois de um século e permanece alicerçado na ganância, no capitalismo lucrando cada vez mais. Países guerreiam, gastando bilhões que poderiam ser investidos no combate à fome no mundo, na prevenção de novas pandemias e na defesa do meio ambiente, proporcionando melhores condições de vida para todos. Entretanto, a morte, sobretudo a morte dos despossuídos, do povo, o povo que fundamenta a civilização, essa morte é esquecida pelos poderosos. Esses que se acham plenos, melhores, mas são iguais aos outros. É algo tão simples. Todos somos iguais, nascemos da mesma forma e, por mais riquezas e glórias, poder absoluto, consagração, tudo tem um fim - o que é físico e material acaba, desaparece.
Seu livro me fez refletir sobre muitas questões, coisas além da vida, pois viver não é apenas realizar o bem, ou fingir que se faz o bem, vivendo falsamente, contrariando doutrinas e posturas, de repente defendidas abertamente. É um livro objetivo e cativante que clareia os pensamentos, acrescenta frutos positivos à alma, revelando que a fé é o revestimento da força espiritual.
Há situações e coisas que mudam e outras que transformam. Há mudanças diversas: casa, trabalho, relacionamento, cidade, Estado, país... Mudanças que são circunstanciais e necessárias. As transformações são mais intimistas e efetivas, vão da mente ao coração, passando por ações práticas, gerando atitudes marcantes.
O seu romance, ficção povoada de luzes, vivência de tantos pelo mundo afora, retrata o ideal de cada um - não apenas viver para si, mas fazer pelo outro. Agindo assim, as maravilhas divinas são colhidas diariamente. É este o propósito maior da existência.
Comentários
1 Comentários
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Luiz Carlos de Lima 20/05/2023Elson Teixeira sobre o seu comentário acima muito bonito, técnico mas desprovido de conhecimento sendo um partidário tem a sua opinião, como alguns tem o caminho a escolher e por quem torcer e a favor deste ou destes você tece o seu comentário muito parcial. Pergunto se fosse o nosso Brasil dirigido e empossado de forma dúbia estaria o nosso glorioso País chorando a passagem dos 700.000 por um vírus de repercussão mundial? E lá nos cantos do Mundo quem foi o responsável por tamanha mortalidades, foi os lideres de cada nação e até hoje são odiados por uma pequena massa guiadas por tão grande ódio como aqui por defender uma bandeira que não são da maioria e não sabem o que é família e democracia mas que vale a pena viver de forma espúrias em detrimento de alguns incautos que dependem de migalhas.