Piratininga - Após obter novas informações sobre uma agressão durante uma cavalgada em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), a Polícia Civil da cidade alterou a tipificação do inquérito que apura o caso. Agora, a ocorrência, que foi inicialmente registrada como lesão corporal, é investigada como tentativa de homicídio e transfobia. Além disso, segundo a corporação, os autores já foram identificados.
Conforme o JC noticiou, três pessoas, de 20, 35 e 37 anos, foram violentamente agredidas sob um pontilhão na altura do quilômetro 244 da rodovia Engenheiro João Baptista Cabral Rennó (SP-225), a Bauru-Ipaussu, na tarde do último domingo (7). Duas das atingidas são mulheres trans.
Segundo o registro policial, as vítimas seguiam a pé para o evento quando foram surpreendidas por cerca de oito homens e mulheres que desceram de uma perua Kombi e passaram a ofendê-las e agredi-las. Uma delas foi violentamente atingida com chutes na cabeça e chegou a desmaiar. Ela precisou ser internada e passar por tomografia. O grupo fugiu na sequência. Vídeos do episódio foram publicados nas redes sociais e tiveram ampla repercussão.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de Polícia de Piratininga, Dinair José da Silva, a princípio, acreditava-se que seria uma briga entre os envolvidos e, por isso, o caso foi registrado como lesão corporal.
“Porém, no decorrer das investigações, tivemos acesso a mais detalhes e também a vídeos das agressões. Assim, vimos que se tratava, na verdade, de uma tentativa de homicídio e também do crime de transfobia, que tem como punição 2 a 5 anos de reclusão”, explica o delegado. Além disso, ele acrescenta que os suspeitos do crime já foram identificados, mas, até a tarde deste sábado (13), não tinham sido localizados.