DISCUSSÕES

‘Palavra Cantada’ é alvo na Câmara de Bauru

da Redação
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Câmara Municipal/Divulgação
'Palavra Cantada' volta a ser discutida na tribuna da Câmara Municipal de Bauru
'Palavra Cantada' volta a ser discutida na tribuna da Câmara Municipal de Bauru

A contratação dos kits pedagógicos Palavra Cantada voltou a ser alvo de discussões na tribuna da Câmara nesta terça-feira (2). A começar pela vereadora Estela Almagro (PT), que estampou na parte de trás de sua camiseta a charge publicada pelo JC no último final de semana. A petista afirmou que o governo gastou quase R$ 6 milhões num projeto que ainda não mostrou a que veio.

Estela também afirmou ser no mínimo suspeito que Bauru tenha gastado R$ 5,2 milhões com os materiais paradidáticos enquanto o Estado de Mato Grosso do Sul desembolsou R$ 3,9 milhões com o mesmo projeto para todo o território sul-mato-grossense, informação veiculada por esta coluna ontem (2). Foi quando Coronel Meira (União Brasil) pediu a palavra. "Detalhe: o Estado de MS tem 392 escolas estaduais", apontou. Bauru tem cerca de 90.

A vereadora Chiara Ranieri (União Brasil) também respondeu à reação da prefeita em pedir informações sobre as falas da parlamentar que sugeriram propina na negociação. Suéllen pediu informações sobre as declarações, mas Chiara afirma que o governo fez a pergunta errada. O ideal, disse a parlamentar, seria indagar quem confidenciou aos vereadores a informação de que houve "comissão" no contrato.

Coube ao líder de governo, o vereador Miltinho Sardin (PTB), defender a mandatária. O petebista sugeriu que a oposição faz "mi mi mi" ao se debruçar sobre o Palavra Cantada e pediu aos vereadores para que "deixem a prefeita trabalhar". Claro que não ficou por isso mesmo: Estela Almagro criticou duramente as declarações de Sardin e afirmou que a fala é "muito preocupante".

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