A Polícia Civil de Bauru esclareceu, nesta quarta-feira (26), autoria do homicídio de Odair José Duarte, de 65 anos, que foi encontrado morto dentro de sua residência, no Parque Vista Alegre, com mãos e pés para trás, amarrados com um fio, e com um saco na cabeça. A enteada da vítima, de 32 anos, que não teve a identidade divulgada, confessou a autoria do crime e foi presa.
Conforme o JC noticiou, o corpo de Odair foi localizado em 21 de março último. Um sobrinho do idoso foi até a residência do familiar e, após sentir um forte cheiro de gás, acionou o Corpo de Bombeiros desconfiando de um vazamento. A casa estava fechada, mas quatro bocas do fogão estavam abertas, exalando gás. Quando as janelas do imóvel foram abertas, foi possível observar a vítima caída, encostada na cama. Em seguida, a porta foi arrombada.
Posteriormente, segundo o BO, uma vizinha contou à polícia ter estranhado as últimas mensagens que tinha recebido de Odair, porque estavam com erros de português. O texto tentava fazê-la acreditar que ele estava saindo para uma viagem de última hora e que ficaria sem celular, pois tinha esquecido o carregador. A mulher, que horas antes havia levado uma marmita ao idoso, alertou os familiares dele.
Um parente também informou que Odair tinha recebido bilhetes alertando que ele morreria se não “sumisse” de Bauru, consta em BO.
De acordo com o delegado Cledson do Nascimento, da 3.ª Delegacia de Investigações de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), o laudo necroscópico apontou que o idoso morreu por asfixia, causada por sufocação. E, após uma complexa apuração, foi possível constatar que a última pessoa que adentrou o imóvel, no início da noite de 20 de março último, havia sido a enteada da vítima, de 32 anos. “Assim, hoje de manhã, cumprimos mandado de busca e apreensão na residência da suspeita, na Vila Lemos, visando a localização do aparelho telefônico usado para envio das ameaças e coleta de amostras de material genético”, explica Nascimento.
A enteada foi conduzida à sede da Deic e, durante o formal interrogatório, ela confessou a autoria do crime. “Mas disse que não o premeditou, justificando que, no dia dos fatos, o homem teria tentado agarrá-la e, em defesa, ela afirma que o sufocou e depois ‘montou’ a cena do crime para parecer um latrocínio”, complementa o delegado. A suspeita também alegou ter enviado as ameaças ao padrasto, com o intuito de fazer com que ele deixasse a cidade.
Diante dos fatos, a mulher foi presa e o delegado representou pela prisão temporária dela, que permaneceu à disposição da Justiça. Ela deverá ser encaminhada para a Cadeia Pública de Avaí. Agora, a investigação aguarda a conclusão de outros laudos periciais, principalmente para confronto de material genético.