O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Gilberto Carlotti Jr,, designou os membros do grupo de trabalho que terá a missão de elaborar a proposta para a criação da Faculdade de Medicina de Bauru. Os profissionais terão 60 dias para apresentar relatório, a partir da instalação do colegiado, prevista em portaria do dia 18 de abril.
Presidido pelo professor Tales Rubens de Nadai, também integram o grupo Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfa; Rui Alberto Ferriani; Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado e Marília Afonso Rabelo Buzalaf, atual diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB).
Conforme o JC noticiou, quando o Conselho Universitário (CO) da USP aprovou a criação do curso de Medicina, em julho de 2017, esta anuência foi condicionada à transferência, para o Estado, da gestão e custeio de todo o complexo do Hospital das Clínicas (HC), que incluiu o próprio Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), o Centrinho. Somente a partir disso, a universidade poderia requerer a criação da Faculdade de Medicina. Atualmente, o curso de Medicina está ligado à FOB/USP, que também abriga as graduações de Odontologia e Fonoaudiologia.
Então, após uma série de tratativas, que envolveu a criação do HC e a cessão de uso à Secretaria de Estado da Saúde, em 2018; a assinatura do acordo de cooperação técnica para operacionalização do hospital, em 2021; e a publicação do chamamento público, em 2022, visando contratar uma Organização Social (OS) para administrar o HC, foi possível instituir o grupo de trabalho para requerer a Faculdade de Medicina.
Vale ressaltar que, no final deste ano, será a formatura da primeira turma do curso de Medicina da USP de Bauru, mas os estudantes ainda aguardam a criação da Faculdade para que possam ser diplomados dentro desta nova unidade do câmpus. Porém, caso a unidade própria da Medicina não seja criada até a formatura, os alunos poderão se graduar pela FOB, também conforme o JC já noticiou.